Toyota #7 comanda em Le Mans após 22h. Derani abandona e Barrichello é 2º na LMGT3
Nyck de Vries lidera as 24 Horas de Le Mans nos instantes finais da prova com o Toyota #7. BMW #20 e Toyota #8 completam o top-3, enquanto o Cadillac #12 aparece um pouco mais atrás, mas ainda na briga
Com exatas 2h restantes nas 24 Horas de Le Mans, a Toyota controla as ações da classe Hipercarro e lidera com o #7, atualmente guiado por Nyck de Vries. Sheldon van der Linde se valeu de uma full-course yellow para passar o Cadillac #12 e assumir a segunda posição com o BMW #20. Will Stevens ainda caiu para o quarto posto, e o Toyota #8, de Sébastien Buemi, completa o top-3 geral da corrida.
O brasileiro Pipo Derani, que divide o Genesis #17 com André Lotterer e Mathys Jaubert, abandonou na chegada da manhã em La Sarthe depois de uma quebra de suspensão na chicane Dunlop.
Na LMP2, a liderança está com a Inter Europol, que puxa uma dobradinha na ponta. De momento, o #343, de Reshad De Gérus, ocupa a primeira posição, com o #43, de Tom Dillmann, logo atrás. O #29 da Forestier by Panis, com Oliver Gray, completa o grupo dos três primeiros.
Entre os brasileiros, Pietro Fittipaldi está na briga pelo pódio e ocupa a quarta posição com o Vector #26, guiado por Vladislav Lomko. Já Daniel Schneider está em 16º com o United #222.
Por fim, na LMGT3, o Corvette #33 se recuperou e lidera com Jonny Edgar, com o Lexus #78 logo atrás, com Hadrien David em segundo. O Aston Martin #23, de Dudu Barrichello, está em terceiro com Jonny Adam no comando.
Augusto Farfus está em sétimo com o BMW #32, pilotado por Sean Gelael. Custodio Toledo está em oitavo depois de 22h, enquanto Daniel Serra vê a Ferrari #57 andar em décimo, com Conrad Laursen.

A Cadillac era soberana na madrugada francesa, com Bourdais recebendo o #38 das mãos de Aitken na liderança, e Delétraz no segundo lugar. Mas, na volta 197, o cenário mudou completamente. O francês entrou nos boxes, no que parecia ser uma troca nos freios. Porém, os mecânicos começaram a abrir a carroceria do carro, mostrando ser um problema mais grave, e o trio viu as chances de vitória derreterem.
Alguns minutos depois, um porta-voz da equipe revelou que a questão foi na direção hidráulica. O problema somou-se à frustração da classificação, quando Aitken, Bamber e Bourdais estavam no pódio recebendo as medalhas pela pole-position e foram punidos por uma saída precoce dos boxes na Hiperpole 2, despencando para o 10º lugar no grid.
Com uma Cadillac a menos na disputa, a BMW #20 e a Toyota #8 viram crescer as chances de buscar a vitória. Entretanto, a equipe japonesa foi punida com um drive through por uma infração em regime bandeira amarela.
Na LMP2, a briga parecia, de fato, limitada a dois carros: o #343 da Inter Europol e o #30 da Duqueine. Garg não conseguia abrir uma grande vantagem, mas ao mesmo tempo não permitia uma grande aproximação de Pin. Atrás da francesa, o piloto mais próximo era Tom Dillmann, a mais de 1min de distância.

Na LMGT3, Barrichello chegou a assumir a liderança durante uma janela de pit-stops. Quando fez a parada do #23, porém, voltou à pista na 7ª posição — mais condizente com a briga real da equipe no momento. Catsburg atrasou uma parada e conseguiu se colocar à frente de Van Rompuy e Umbrărescu, ambos da Lexus, com a Corvette #33 já tendo visitado os boxes uma vez a mais que o #78 e o #87.
Na volta 204, a Cadillac conseguiu mandar o #38 novamente à pista, 3 giros atrás dos líderes. Na LMP2, Garg e Pin foram para os boxes — a francesa entregou o #30 para Andlauer. Na LMGT3, Catsburg, Van Rompuy e Umbrărescu fizeram mais um pit-stop, deixando a liderança com Drudi, da Aston Martin #27. Barrichello tomou o 3º lugar de Edgar na pista e, quando Dennis Marschall foi fazer o reabastecimento, foi promovido para 2º.
A manhã em Le Mans trouxe ainda mais caos com o abandono de Pipo Derani, que viu o Genesis #17 quebrar a suspensão ao passar pela zebra da chicane Dunlop.
Kévin Estre também deixou a disputa depois de se acidentar com o TDS #14 na LMP2, mesma situação enfrentada por Ayhancan Güven no Porsche #91, na LMGT3. Com o #92 já fora de disputa depois de sofrer uma quebra e perder tempo na garagem, o único Porsche restante na briga por uma vitória bateu forte na saída da Daytona e forçou mais um acionamento do safety-car.

Durante a paralisação, ainda na primeira fase do procedimento de safety-car, Miguel Molina perdeu potência e viu a Ferrari #50 apagar. No final das contas, o espanhol não conseguiu reiniciar o carro, e o protótipo 499P de fábrica abandonou a disputa.
Com cerca de 5h restantes de prova, a bandeira verde foi acionada mais uma vez, mas Augusto Farfus, que brigava por uma posição no top-3, teve de pagar um drive-through pro infração de procedimento de safety-car. Com isso, O BMW #32 perdeu muito terreno na briga pelo pódio.
Na LMP2, pouco depois, o Duqueine #30 sofreu uma falha nos freios e forçou o abandono de Richard Verschoor, que brigava pela vitória e vinha fazendo um ótimo fim de semana junto de Dorian Pin e Julien Andlauer.
Lé na frente, nos Hipercarros, a tática batalha entre BMW e Cadillac, representados pelo #20 e o #12, respectivamente, foi ampliada com a chegada de ambas as Toyota. No final, com rendimento melhor e pneus mais novos, De Vries assumiu o controle da prova e lidera com apenas 2h restantes em Le Mans.
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