Frijns ressente 2º lugar do BMW #20 nas 24 Horas de Le Mans: “Só vitória importa”

Robin Frijns reconheceu desempenho competitivo da BMW ao longo das 24 Horas de Le Mans, mas admitiu que derrota para Toyota #7 deixou gosto amargo

Robin Frijns admitiu que a frustração falou mais alto após a BMW terminar em segundo lugar nas 24 Horas de Le Mans 2026. O neerlandês destacou o desempenho competitivo do carro #20 ao longo da prova, mas lamentou a derrota para o Toyota #7 em uma das chegadas mais apertadas da história da clássica francesa.

Ao lado de René Rast e Sheldon van der Linde, Frijns cruzou a linha de chegada apenas 10s9 atrás do carro de Mike Conway, Nyck de Vries e Kamui Kobayashi. A diferença foi a menor registrada em Le Mans desde 1969 e colocou a edição de 2026 entre as mais disputadas da história da corrida.

A BMW chegou a liderar boa parte da prova. Rast assumiu a ponta logo na largada e colocou o protótipo alemão na frente do pelotão. Mais tarde, o carro #20 se tornou a principal esperança da marca na luta pela vitória após problemas comprometerem a corrida do BMW #15, que havia conquistado a pole-position.

A disputa, porém, ganhou novos contornos na reta final. Um safety-car provocado pelo acidente de Ayhancan Güven, restando cerca de seis horas para o encerramento, eliminou uma vantagem importante construída pela BMW e recolocou a Toyota na briga direta pelo triunfo.

BMW #20 chegou a liderar boa parte da prova em Le Mans (Foto: Carsten Horst/Hyset/Grande Prêmio)

Frijns afirmou que o sentimento após a bandeirada foi mais de decepção do que de satisfação pelo resultado. O piloto explicou que a BMW enfrentou oscilações de rendimento ao longo da madrugada, o que permitiu a aproximação dos rivais japoneses.

“A decepção é um pouco maior do que a felicidade. Fomos muito fortes no começo, assumimos a liderança logo após a largada e conseguimos abrir uma pequena vantagem para o restante do pelotão, então estávamos muito confiantes”, declarou.

“Tivemos algumas situações. Não diria problemas, mas o ritmo caiu um pouco. Durante a noite conseguimos nos recuperar, e então a Toyota apareceu novamente na disputa”, continuou.

Apesar da derrota, Frijns ressaltou o equilíbrio da corrida e elogiou o espetáculo proporcionado pelas equipes que brigaram pela vitória até as voltas finais.

“Nunca foi uma corrida monótona, nem mesmo no fim. Acredito que os fãs gostaram muito do que viram. Mas é doloroso terminar em segundo em uma corrida na qual apenas o primeiro lugar realmente importa”, lamentou.

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