Mercedes cresce e Ferrari faz pouco: fio de esperança do GP da Rússia está na largada e na estratégia
A classificação do GP da Rússia apenas comprovou aquilo que já se desenhava desde a sexta-feira: um domínio assombroso da Mercedes. A única surpresa do dia foi ver Valtteri Bottas no lugar de Lewis Hamilton na pole-position. E a Ferrari ainda lambe as feridas depois de tomar 0s6 e tem na estratégia e na largada as únicas chances de reverter o doloroso cenário
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— Grande Prêmio (@grandepremio) 29 de setembro de 2018
As derrotas que sofreu para a Ferrari, especialmente em pistas que historicamente dominava, fizeram a Mercedes trabalhar duramente. Sim, a equipe italiana deu um passo enorme com relação ao desenvolvimento da SF70H e, durante a parte final da primeira metade de temporada e o início desta segunda fase do ano, se apresentou com o melhor conjunto do grid. Só que rival não ficou apenas observando e tratou de investir em suas deficiências – as mais visíveis: o comportamento dos pneus e a parte da traseira do carro, mas também de modo geral. Em Singapura, a esquadra alemã conseguiu minimizar aquilo que a fazia temer o circuito de Marina Bay, e Lewis Hamilton conquistou uma vitória importantíssima e ainda contou com o revés do erro de estratégia da adversária. Então, vem a Rússia com sua Sóchi pouco abrasiva e muito técnica, talvez um traçado mais propício à Ferrari, mas o que se vê é uma Mercedes forte de novo (ainda mais) e que lembrou muito dos anos de extremo domínio, não é coincidência. Por isso, a única surpresa da classificação acabou sendo mesmo Valtteri Bottas.

A verdade é que os prateados trabalharam bem e souberam anular os problemas de superaquecimento dos pneus traseiros por meio de um eficiente pacote de atualizações – que começou a ser usado em Singapura, na verdade -, que incluiu também novas peças na parte traseira. No caso de Sóchi, os carros alemães se mostraram quase imbatíveis no terceiro setor do traçado e largam, sim, como favoritos à vitória, o que se configura em um duro banho de água fria para os ferraristas, uma vez que Vettel e companhia precisam de um resultado altamente expressivo diante dos seguidos contratempos nas últimas etapas, além da desvantagem preocupante de 40 pontos.

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