De volta ao cockpit, Kubica faz brincadeira ácida e sugere que melhor parte do carro da Williams é “a pintura”

Robert Kubica voltou a guiar o FW41 neste primeiro dia de atividades para o GP da Áustria. Após mais uma prova do carro da Williams, apontou o motor Mercedes e a pintura como as partes mais fortes do conjunto

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Quem voltou à pista nesta sexta-feira (29) na Áustria foi Robert Kubica, que provou mais um pouco do gosto agridoce que é comandar o FW41. Depois do treino livre inicial do dia, o polonês foi questionado sobre a maior força do carro da Williams. E, no estilo Kubica de tratar as coisas, fez uma meia brincadeira e disse que era a pintura do bólido.

 
O dia da Williams não foi mais fácil que nas últimas etapas, apesar da pista da Áustria ser uma das mais fortes da equipe nos últimos cinco anos. Kubica no TL1 e Lance Stroll no TL2 ficaram na 20ª colocação. Assim, Kubica disse que a parte mais forte era a aparência.
 
"Motor. Unidade de força", respondeu ao ser perguntado inicialmente, elogiando o motor Mercedes. Os repórteres insistiram. "Pediram um só. A pintura é legal, as cores são legais", complementou.
 
E sobre a parte importante? "Mas é tudo! É tudo. Chassi? É forte. É um carro forte", emendou na base da brincadeira.
 
Na sequência, Kubica avaliou o que poderia mudar a Williams de patamar na ordem de forças atual do grid. 
Robert Kubica (Foto: AFP)
"Há apenas uma coisa que melhoraria o desempenho do carro em 2s ou 3s por volta, e o nome é downforce. Se tivermos mais downforce, tudo se torna muito mais fácil, os pilotos melhoram, os engenheiros têm mais espaço para melhora, os pneus trabalham melhor porque vocês troca antes e sofre menos com degradação. Não há remédio para tudo, mas o downforce é um grande remédio num carro de F1", explicou.
 
O piloto polonês não guiava o carro desde o GP da Espanha, mas evitou fazer comparações entre o carro naquele momento e agora.
 
"Se eu disser que evoluímos, que é uma evolução, então vão escrever que nós evoluímos de vez. Então não é possível dizer que é uma evolução, mas eu penso nas condições e no desenho do traçado [de Spielberg] e faz a nossa vida – ou a minha vida, eu me coloco porque guiei pela manhã – um pouco mais fácil", afirmou.
 
"Estamos vindo de um período difícil, mas acredito que seremos mais competitivos aqui do que fomos uma semana atrás. Isso é apenas por fatores externos, nada com relação ao nosso pacote. Há variação, mas vemos isso até com os maiores times. É mais previsível aqui, então isso te dá mais confiança e você é capaz de minimizar perdas que temos de qualquer forma vindas de áreas diferentes do carro", encerrou.
 
Se o que Kubica mais gosta na Williams for mesmo a pintura, então a situação é ainda mais grave do que se imaginava: o layout atual, o clássico Martini, sai de cena a partir do fim do ano, quando a parceria entre o time de Grove e a empresa de bebidas alcoólicas termina.
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