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A temporada 2018 da Indy está se desenhando uma das mais equilibradas dos últimos tempos muito por causa dos novos kits aerodinâmicos universais. E agora chega à principal corrida do calendário com a classificação de pontos embolada e com enormes chances de o vencedor da Indy 500 terminar a sexta prova do ano como líder do campeonato.
Isso se deve, é claro, ao fato da prova mais badalada dos EUA ter pontuação dobrada. Assim, se um piloto como Marco Andretti – que é apenas o décimo colocado no campeonato com 105 pontos – vencer as 500 Milhas, tem grandes chances de assumir a dianteira da tabela de pontos caso Josef Newgarden e Alexander Rossi tropecem e percam muito mais pontos do que perderiam numa etapa comum da categoria.
Por exemplo: se Newgarden repetir o 11º lugar do GP de Indianápolis, faz apenas 38 pontos, levando um atraso de, no mínimo, 62 pontos para o vencedor da corrida – essa já é mais do que a distância de Josef para o nono Ryan Hunter-Reay.
Dito isto, Newgarden e Rossi chegam, sim, como favoritos para a Indy 500. E não só porque estão nas duas primeiras colocações do campeonato, mas também porque vivem fases muito boas tecnicamente. E aí também entra a força da Penske e da Andretti no histórico da mais importante prova – especialmente levando-se em conta que é o primeiro oval longo com os novos kits, ou seja, quem costuma se acertar melhor no IMS tende a sobressair.
Josef Newgarden pode sair de Indianápolis líder absoluto ou perder grande vantagem (Foto: IndyCar)
Bem fora do padrão da temporada 2018, o GP de Indianápolis tratou de colocar ainda mais pimenta nessa 102ª edição da Indy 500, afinal, serviu para aproximar Newgarden e Rossi do grupo e evitar um texto que possivelmente seria sobre o duelo dos americanos numa espécie de final antecipada.
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No traçado misto do IMS, Josef falhou como raramente falha e, mesmo se recuperando nas voltas finais, terminou pela primeira vez em 2018 fora do top-10. Alexander até cortou a distância para o rival e teve um quinto lugar honesto, acontece que quem assustou ali foi a Andretti, pela primeira vez no ano bem fora do ritmo das concorrentes mais fortes.
É aí que entra o peso – ainda maior que o normal – da Indy 500 desse ano. Com os dois ponteiros e favoritos ao título finalmente patinando, os rivais mais próximos têm a melhor chance de golpear ainda mais e, consequentemente, partir para o 'terceiro ato' da temporada como líder.
E é nessa conta que entra o pelotão que vai desde o brilhante Sébastien Bourdais ao oscilante Andretti – todos os pilotos que já atingiram os 100 pontos em 2018 e têm chances maiores de beliscar a dianteira do campeonato com outros 100 pontos da vitória e mais os da classificação. O francês, aliás, é um dos candidatos naturais à vitória, tendo brigado pelo triunfo basicamente em todas as corridas do ano.
Sébastian Bourdais é um que corre por fora na briga pela vitória (Foto: IndyCar)
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E os outros nomes, além de Newgarden, Rossi, Bourdais e Andretti que podem sair do maior oval do mundo na liderança são bem interessantes: o milagreiro Scott Dixon e sua irregular Ganassi, o também excelente Graham Rahal com a também inconstante RLL, Will Power e Hunter-Reay, que costumam ir do céu ao inferno com extrema velocidade e têm em comum também os ótimos carros, além da dupla canadense da Schmidt Peterson formada por James Hinchcliffe e Robert Wickens, ambos em um ano especial com a equipe reformulada.
É claro que nunca se pode descartar as zebras na Indy 500, afinal a prova chega numa sequência de vitórias do calouro inexperiente em ovais Rossi e de Takuma Sato, que nunca tinha feito nada na categoria. De qualquer forma, os ponteiros disputam, sim, uma prova quase que à parte.
Não que precise de mais coisa do que apenas ela própria para ser uma das maiores corridas de qualquer categoria no ano, mas as 500 Milhas de Indianápolis de 2018, sem dúvidas, vão servir para indicar o que serão dos próximos ovais da temporada e, principalmente, os pilotos que devemos esperar brigando pelo caneco lá em setembro em Sonoma.
O GRANDE PRÊMIO cobre in loco a edição 2018 das 500 Milhas de Indianápolis com o repórter Gabriel Curty e com o fotógrafo Rodrigo Berton.
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