Vettel afirma que críticas a Räikkönen se baseiam em “imagem distorcida” e defende: “Somos uma boa dupla”

Sebastian Vettel saiu em defesa do companheiro Kimi Räikkönen após o GP do Azerbaijão. Vettel falou que os dois estão quase juntos em termos de desempenho e as críticas feitas ao campeão de 2007 são baseadas somente no olhar aos resultados

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Quando Sebastian Vettel chegou à Ferrari, em 2015, Kimi Räikkönen lá estava há um ano. Neste período, o tetracampeão venceu dez corridas e liderou o Mundial por bons períodos enquanto Räikkönen não conseguiu somente uma vitória. As críticas ao finlandês se amontoam, mas Vettel resolveu sair em defesa do companheiro.

 
Segundo Vettel, a análise precisa ser feita além dos resultados. Como os dois trabalham bem juntos e Räikkönen tem bons momentos durante os fins de semana, o alemão crê que as críticas ao companheiro são acima do justo.
 
"Acredito que uma coisa é sempre olhar para os resultados e outra é olhar mais profundamente", respondeu à revista inglesa 'Autosport' quando questionado sobre o nível de Kimi em 2018.
 
"Estamos incrivelmente perto um do outro. Para ser honesto, a maior parte das sextas-feiras eu achei que ele tinha a vantagem enquanto eu estava tendo algumas dificuldades de entender o carro. Conhecendo Kimi e suas forças, sabemos que ele é muito talentoso e pode guiar sem problemas", afirmou.
 
"Se você avaliar os anos passados, a imagem é um pouco distorcida. Não foi tão unilateral quanto os resultados fazem parecer", seguiu. "Somos uma boa dupla. Jamais tivemos um problema, e isso é um bônus para o time e para que nós gostemos do nosso trabalho", garantiu.
Kimi Räikkönen e Sebastian Vettel (Foto: AFP)

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Ao menos em 2018, Räikkönen tem algum campo para se defender. Era o melhor da Ferrari na Austrália antes da sorte apontar para Vettel, tinha um pódio na mão no Bahrein antes da equipe errar feio num pit-stop – não fosse isso, teria quatro pódios em quatro etapas no ano. Ao todo, marcou 48 pontos contra 66 de Vettel.

 
"O resultado final importa e o resto não conta muito", falou. "As pessoas com quem eu trabalho sabem o que está acontecendo e o que não está. Não me importo muito se acham que eu sou lento. Eu sei o que estou fazendo", declarou também à 'Autosport'.
 
"Eu não conto com a sorte. Você tem o que merece, de certa forma. Estou mais feliz por ter a velocidade, isso é o que importa mais. Precisamos nos ajustar e tenho certeza que podemos ser ainda melhores", fechou.
 
Aos 38 anos de idade, Räikkönen tem como última vitória na F1 exatamente a última vitória fora do eixo Mercedes-Ferrari-Red Bull, conquistada ainda pela Lotus em 2013.
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