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2018 nem começou direito, mas os próximos anos da F1 já começam a gerar questionamentos. Existe a possibilidade de a categoria ter novo regulamento e nova configuração de motores em 2021, o que promete grandes discussões ao longo dos meses. Para Paddy Lowe, diretor-técnico da Williams, é a oportunidade para a categoria tentar combinar dois fatores que não encaixam muito bem – fazer carros que causem empolgação, mas também sejam competitivos.
“Acho que é importante produzir carros que sejam empolgantes. Este esporte é um esporte e também um entretenimento”, disse Lowe durante entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO. “Isso significa que nós precisamos de carros que sejam empolgantes para os fãs, mas que também sejam competitivos. Às vezes, essas coisas são conflitantes, porque se você tem muito interesse ou muita variedade, como talvez tivemos no passado, você acaba com muita diferença em performance, aí perde o interesse da corrida, então precisa encontrar esse equilíbrio”, seguiu.
Como você gostaria de ver os carros do futuro? (Foto: Williams)
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“Uma fórmula que seja restrita o suficiente para que a diferença do grid do inicio ao fim não seja grande demais para que você tenha disputas apertadas”, sugeriu. “Mas para que, ao mesmo tenho, você tenha variedade nos carros e empolgação nos carros, na aparência deles, no barulho que eles fazem, no espetáculo que você vê nas curvas”, continuou.
Em 2017, a F1 surgiu com carros mais agradáveis aos fãs – os modelos ganharam em velocidade e trouxeram um visual elogiável. O aspecto negativo é que a diferença de rendimento entre equipes grandes e pequenas ficou maior do que de costume.
Os carros da F1 vão ser reformulados no futuro (Foto: Ferrari)
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Mas além de tentar combinar empolgação e competitividade, Lowe também acredita que os carros de F1 devem ficar mais leves. Aos olhos do dirigente, os modelos do campeonato começaram a parecer carros de endurance em anos anteriores.
“Um ponto em particular é que acho que se tivesse de escolher uma coisa, o peso dos carros aumentou dramaticamente ao longo dos últimos dez anos. A F1 é uma categoria de sprint, esses carros têm de ser incrivelmente rápidos em uma volta para a classificação e aí correr em 1h30min uma corrida de 300 km, é relativamente curto. Não são carros de endurance. Ainda assim, o peso foi elevado a níveis que estão caminhando para fórmulas de endurance ao invés de sprint”, indicou.
“Se você tiver a chance, vá até a curva dez, no terceiro setor [de Barcelona], e veja os carros no setor. Eu fiz isso nos últimos anos e, para mim, os carros parecem mais pesados do que eram. Você pode ver isso no comportamento deles. Acho que se eu estivesse projetando para 2021, eu gostaria de ver uma significativa redução de peso”, encerrou.
TUDO POR CONTA DOS CUSTOS
MESMO COM FRIO, PRÉ-TEMPORADA DA F1 NÃO DEVE SAIR DA EUROPA
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