McLaren elogia “excelente Newgarden e excepcional Dixon”, mas diz que sistema da F1 “impede trazer alguém de fora”
Diretor-executivo da McLaren, Zak Brown afirmou que Scott Dixon poderia ser bem sucedido na F1. Dirigente também elogiou Josef Newgarden, mas avaliou que o regulamento atual do Mundial é um obstáculo para pilotos de fora do caminho tradição em direção à categoria
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Diretor-executivo da McLaren, Zak Brown avaliou que o regulamento atual da F1 é um obstáculo para pilotos que não seguem o caminho tradicional rumo à categoria. Embora tenha elogiado Scott Dixon e Josef Newgarden, o dirigente avaliou que a dupla sairia em desvantagem por conta da falta de treinos.
Recentemente, Guenther Steiner, chefe da Haas, foi alvo de críticas ao declarar que os Estados Unidos não têm nenhum piloto pronto para a F1.
Brown, por sua vez, acredita que Newgarden e Dixon até poderiam se dar bem no Mundial, mas sentiriam a ausência de testes.

Zak Brown avaliou que regulamento joga contra os pilotos que não seguem o caminho tradicional rumo à F1 (Foto: McLaren)
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“O maior desafio que você tem é a falta de testes”, disse Brown. “Só temos oito dias de testes na pré-temporada e, mesmo assim, é com um carro, então você reveza os pilotos”, seguiu.
“Tirar um dia dos quatro de Fernando [Alonso] e dos quatro de Stoffel [Vandoorne] não faz sentido”, avaliou. “Então, até que essa regra mude, vai ser difícil para um piloto de fora da arena da F1, ou da F2, entrar na F1, porque eles têm muita desvantagem”, ponderou.
“O sistema realmente não permite que você traga alguém, então acho que é ótimo que a Toro Rosso pegue alguém como Brendon Hartley, porque tem um risco nessa decisão, mas ele conhece todas as pistas”, comentou. “Especificamente, acho que Josef Newgarden é um talento excelente e Scott Dixon é um talento excepcional”, elogiou.
Apesar dos 37 anos de Dixon, Brown acredita que a idade não é um obstáculo na F1.
“O que acontece com pilotos é que, eventualmente, eles perdem motivação. É isso que pega com eles”, apontou. “Então se você olhar para alguém como Michael Schumacher, ele era muito competitivo aos 40. Se ele não tivesse passado aqueles anos fora, aqueles últimos décimos que talvez estivessem faltando, não faltariam”, considerou.
“Fernando tem este mesmo tipo de dedicação. Ele está guiando tão bem quanto sempre guiou e só porque vai fazer 37 anos no fim deste ano, não acho que o cronômetro dele vai ficar mais lento”, opinou. “Alguém como Scott Dixon me lembra Fernando, está muito em forma, é muito dedicado, é rápido como sempre e acho que ele seria competitivo em um carro de F1”, concluiu.
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