Hamilton lembra Federer-Nadal no tênis e prega rivalidade ‘de cavalheiros’ com Vettel: “Não temos mais 20 anos”

Lewis Hamilton completou o que vinha ensaiando nas últimas semanas: a conquista do tetracampeonato mundial de F1. Depois de um campeonato em que a briga com Sebastian Vettel foi bastante pesada por quase todo o ano, Hamilton fez uma leitura do que espera para o futuro: não quer que a rivalidade atinja um nível amargo ou odioso

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No México, enfim, Lewis Hamilton conseguiu encerrar a disputa pelo título e agora é tetracampeão mundial de F1. Superar Sebastian Vettel pareceu difícil durante quase todo o ano, mas a reta final da temporada o duelo apresentou uma dinâmica totalmente diferente. Hamilton e a Mercedes foram melhores, quase que sumindo com a imagem de batalha campal que os dois instituíram por todo o ano. E, segundo Lewis, criar uma rivalidade amarga com Vettel não é algo que está nos planos.

 
Hamilton afirmou ainda no domingo na Cidade do México que se trata de uma questão mental. O agora tetracampeão mostrou toda a admiração que tem pela rivalidade 'de cavalheiros' entre Roger Federer e Rafael Nadal no tênis e mostrou vontade de replicar. A real rivalidade com Vettel, ele diz, está na cabeça. Conhecer onde pode ganhar e perder para o rival, aplicar a arte da guerra.
 
"Olha, nós não temos mais 20 anos de idade, somos homens adultos. Quando se assiste tênis, grandes jogadores, os grandes golfistas, grandes atletas no mundo, a mente é tudo. A mente é o que está no controle, não as coisas que estão à volta", disse.
 
"Naturalmente você está tendo uma batalha com o cara que está atrás de você. Há um ditado famoso na arte da guerra: mantenha seus amigos perto e seus inimigos mais perto", citou. "Eu assisto Sebastian, sei o que ele atingiu nos últimos anos, sei o quão consistente ele tem sido, sei quais suas forças e fraquezas. Sei quais as forças e fraquezas do seu carro", afirmou.
 
"Eu acho que é muito, muito importante. Se você olhar para Nadal e Federer, a compostura que os dois tem durante um jogo e como se apresentam depois de uma vitória ou uma derrota. Acredito que estrelas e atletas assim marcam um exemplo. E eu tento seguir, realmente tiro muita inspiração disso", seguiu.
Lewis Hamilton e Sebastian Vettel se cumprimentam após o GP do México (Foto: AFP)

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Mesmo tendo protagonizado algumas das rivalidades mais importantes da F1 nos últimos dez anos, Hamilton prega apenas a as boas vibrações para seguir em frente.

 
"Há momentos em que provavelmente ele [Vettel] me odeia mais do que eu tenho esse tipo de sentimento. Tento não guardar negatividade na minha vida, não importa o que está escrito ou que as pessoas dizem. Eu consegui construir esse tipo de barreira para bloquear a negatividade, porque acho que o amor conquista tudo e a positividade conquista", filosofou.
 
"Então, enquanto as pessoas querem a briga depois de Baku ou mesmo a daqui [do México] – que pareceu meio estranha [a batida] logo no começo -, não importa. O que importa é, como eu disse, a forma que você se levanta", falou.
 
Por fim, Hamilton falou das brigas individuais por posições. Elogiou a bela batalha que teve com Fernando Alonso nas voltas finais e pediu para que a F1 encontre uma forma de fornecer mais disputas reais por posição nos próximos anos – mas de forma que não cortem potência do motor. 
 
"Espero que todo mundo tenha desfrutado desse ano, com algumas das grandes batalhas que todos tivemos. E vou tentar não oferecer mais controvérsia ano que vem. Quero apenas oferecer mais corridas boas. É o que o esporte precisa, é com isso que estamos tendo dificuldades. Espero que hoje tenha sido divertido hoje. As pequenas disputas que eu tive me divertiram demais", afirmou.
 
"A disputa com Fernando foi tipo… Sério, cara? Foi legal. O que é uma pena é que os carros da F1, em particular aqui, têm muita dificuldade em ultrapassar. Tem que haver um jeito de criar batalhas sem diminuir a potência do motor. Tem que haver um jeito de permitir mais resistência. Tivemos uma grande corrida hoje, e essa é a única batalha que eu realmente lembro de ter curtido tanto [quanto o outro piloto]", encerrou.

A F1 volta em duas semanas, no fim de semana dos dias 10, 11 e 12 de novembro, com o GP do Brasil. Em 2016, foi Hamilton quem venceu em Interlagos. O GRANDE PRÊMIO faz grande cobertura 'in loco' e acompanha todas as atividades AO VIVO e EM TEMPO REAL.

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