GP Recomenda: cinco bons motivos para não se perder o GP do México 2017

Depois do Texas, a F1 viaja um pouco mais para o sul e vai disputar a antepenúltima etapa da temporada 2017 no México, no clássico autódromo Hermanos Rodriguez. E lá Lewis Hamilton terá a sua chance para fechar o campeonato e alcançar o quarto título mundial. Mas há mais o que esperar desta corrida, por isso o GRANDE PRÊMIO lista os cinco motivos para acompanhar a etapa mexicana do Mundial

1) O TETRA DE HAMILTON
 
Lewis Hamilton venceu com autoridade o GP dos EUA no último domingo e, apesar do segundo lugar conquistado por Sebastian Vettel, está mais perto do que nunca de alcançar o tetracampeonato. Neste momento, o inglês da Mercedes soma 331 pontos contra 265 do rival ferrarista. E a conta do título antecipado é bem simples: com 66 pontos de vantagem em três corridas – e 75 pontos restantes -, o inglês sabe que só tem de anotar nove pontos ao longo das três etapas finais para chegar a uma pontuação que Vettel não conseguirá igualar ainda que vença na Cidade do México, em Interlagos e em Yas Marina. Portanto, um quinto lugar, somando dez pontos, dá ao inglês a quarta taça do mundo.
 
O dono do carro #44 vem uma segunda fase de temporada assombrosa na F1. É bem verdade que, na primeira parte do ano, Vettel conseguiu se manter à frente, venceu quatro vezes, mas dois abandonos nas últimas quatro etapas acabaram limando o tetracampeão da briga. Já Hamilton obteve nove triunfos até aqui, sendo cinco somente nesta metade final do campeonato.
 
Além disso, Lewis vem quebrando recordes. Já é o maior recordista de poles da F1, com 72 e é o homem que mais largou na primeira fila no Mundial. Em termos de vitórias, o inglês ainda está longe de Michael Schumacher, porém. São 91 do alemão contra 62 do britânico. 
Lewis Hamilton (Foto: Mercedes)
2) A POLÊMICA PUNIÇÃO DE VERSTAPPEN
 

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Max Verstappen fez uma corrida espetacular no Circuito das Américas. Saindo do fundo do grid, o jovem holandês escolheu uma tática de diferente de pneus, e isso o deixou em condições de escalar o pelotão e lutar pelo pódio. Com boas ultrapassagens, o piloto da Red Bull alcançou Kimi Räikkönen, então na terceira posição, na última volta da prova, jogou o carro por dentro na curva e passou o finlandês, arrancando a posição do ferrarista. Só que a direção de prova entendeu que Max teve vantagem na manobra e o puniu com 5s em seu tempo de corrida, o que o fez cair para a quarta posição.
 
Depois da polêmica decisão dos comissários, Verstappen não poupou críticas e desabafou contra a sanção. "Tivemos uma ótima corrida, mas com essas decisões estúpidas você realmente mata o esporte. Realmente espero que os fãs não tenham gostado dessa decisão e espero que ano que vem eles não venham assistir", disse um furioso Max.
 
A chefia da Red Bull também criticou muito a FIA pela ação. "Para mim, foi uma manobra justa de corrida. Acredito que seja julgamento ruim dos comissários dar uma punição dessas. Vimos carros saírem dos limites da pista por todo o fim de semana, então punir Max a essa altura não é correto", afirmou Christian Horner.
 
Ou seja, toda essa ‘treta’ aí ainda vai repercutir bastante durante o fim de semana do GP do México e, certamente, as discussões sobre os limites de pista voltarão à tona.
Max Verstappen após tomar conhecimento da polêmica punição em Austin (Foto: Reprodução)
3) MASSA E O FUTURO
 
Felipe Massa vive em um compasso de espera. O piloto brasileiro deseja seguir com a Williams por mais um ano na F1, mas a equipe ainda não tem respostas sobre o futuro. Massa encontrar alternativas para continuar e convencer os chefes ingleses, que, no momento, seguem avaliando o mercado.
 
Robert Kubica, que estou o carro da equipe inglesa na semana passada, é um nome forte da lista, mas o time ainda analisa as condições do polonês. No fim de semana do GP dos EUA, o diretor-técnico Paddy Lowe confirmou também que Pascal Werhlein é também candidato, apesar das restrições de idade quanto ao contrato com a Martini. 
 
Também em Austin, Massa se mostrou incomodo com a demora em uma definição. “Acho que seria o certo para a equipe fechar entre o México e o Brasil”, falou Massa no Circuito das Américas. “A maioria das equipes já tem suas duplas fechadas. Não tem motivo para a Williams não querer fazer a mesma coisa, até pelo bem da equipe. Então, sem dúvida, é importante que as coisas aconteçam de maneira rápida. E que eu saiba logo o meu futuro também”, completou.
Felipe Massa quer uma definição da Williams (Foto: Williams)

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4) A DERROTA FERRARISTA

 
A Ferrari já começou a catar os cacos depois de perder o Mundial de Construtores e de ver cada vez mais perto a derrota de Sebastian Vettel para Lewis Hamilton. A diferença entre ambos é enorme e só uma hecatombe tira o título do inglês. Só que a equipe italiana também tem uma parcela de culpa, já sofreu com a confiabilidade. E fez o tetracampeão perder chances valiosas na luta pelo título.
 
Agora, tendo em consideração o peso que a mais tradicional escuderia tem no esporte, é de se esperar uma grande repercussão do fracasso já no México, quando Hamilton deve mesmo fechar o campeonato. 
 
5) UM DOS MELHORES DA F1
 
Desde seu retorno à F1, em 2015, os mexicanos têm proporcionado um grande evento. O clássico autódromo Hermanos Rodríguez teve sempre casa lotada – expectativa para este ano é novamente de um grande público – e boas corridas. O destaque da pista fica para o trecho do antigo Foro del Sol, o estádio de beisebol localizado na parte interna do circuito. Na verdade, o clima acaba sendo quase de uma partida de futebol, esporte também adorado pelos torcedores locais. Há um envolvimento grande dos pilotos com a etapa: Lewis Hamilton já participou da ‘lucha libre', enquanto Sergio Pérez aparece como grande embaixador da corrida. Por conta do sucesso das duas primeiras edições, o país foi considerado um dos melhores eventos do Mundial.
Pódio do GP do México de F1 (Foto: LAT Photographic)

RITMO DE FESTA

PADDOCK GP CHEGA À EDIÇÃO 100 COM HISTÓRIAS IMPERDÍVEIS DE EDGARD MELLO FILHO

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