Opinião GP: Na metade do campeonato, Mercedes vira jogo contra Ferrari e põe inflamado Hamilton como favorito ao título

Lewis Hamilton finalmente teve uma corrida limpa e refletiu todo o avanço da Mercedes perante a Ferrari na corrida que marcou o fim da primeira metade do campeonato. A vitória avassaladora em Silverstone mostrou um Hamilton ‘on fire’, sobretudo depois do que aconteceu em Baku e das críticas recebidas pela sua ausência no F1 Live. Combustível para despertar de vez o gigante na batalha pelo título contra um agora combalido Sebastian Vettel, ainda que este ainda seja líder

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A TRIUNFAL VITÓRIA NA INGLATERRA colocou Lewis Hamilton definitivamente rumo ao tetracampeonato. Apesar de a temporada 2017 estar na sua metade com a décima prova sendo disputada no último domingo (16), tal afirmação não é nenhum exagero quando se compara o momento de Lewis e da Mercedes em contraste com a queda de Sebastian Vettel e da Ferrari desde que faturou a dobradinha no GP de Mônaco.
 
Dominante no GP do Canadá, Hamilton só não venceu em Baku por conta desses azares que só o esporte a motor é capaz de proporcionar. E uma troca de câmbio o tirou de vez da briga pelo topo do pódio na Áustria. Em Silverstone, diante da sua torcida, o britânico finalmente encaixou um resultado há tempos merecido e deu a volta por cima em grande estilo.
 
Todo o trabalho da Mercedes no desenvolvimento do carro e do motor vem provando seu valor depois do duro revés sofrido em Monte-Carlo. Desde então, o trabalho da equipe prateada foi praticamente perfeito. Em contrapartida, Vettel aproveitou a zica do rival para conseguir abrir diferença mesmo sem ter o melhor carro. Dos 12 pontos para Lewis em Montreal, a vantagem aumentou para 14 em Baku e subiu para 20 na Áustria. Mas Hamilton reduziu quase tudo a pó e ainda jogou a má sorte para os boxes da Ferrari, atingindo em cheio os pneus dos seus pilotos.
Lewis Hamilton tem tudo na mão para buscar o tetracampeonato da F1 (Foto: AFP)
Só que o ponto de virada de Hamilton vai muito além de sorte ou azar. O fato é que, desde o GP do Azerbaijão, Lewis está ‘mordido’ depois de toda a polêmica com Vettel. O britânico não engoliu a ausência de uma punição maior por parte da FIA e tratou de iniciar a sua vendetta. Que não foi possível na Áustria em razão da troca de câmbio, mas foi posta em prática correndo em casa. Toda a polêmica pela ausência do F1 Live em Londres, onde foi vaiado, também serviu como combustível para o piloto.
 
Em chamas, Hamilton humilhou Vettel, que não teve a menor chance em todo o fim de semana, e ainda aproveitou para colocar fogo no campeonato.
 
A melhora da Mercedes se reflete não apenas com a grande performance de Hamilton nas últimas provas, mas também com Valtteri Bottas. O finlandês faz um grande trabalho e praticamente já carimba a renovação do seu contrato para 2018.
A grande fase de Bottas também ajudou Hamilton a cortar a diferença para Vettel (Foto: AFP)

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A exibição fantástica em Baku aliada à corrida perfeita na Áustria mostram a grande forma do nórdico. No último domingo, em que pese o problema com os pneus de Kimi, Valtteri conseguiu outro grande resultado ao terminar em segundo. Isso depois de ter largado em nono lugar. A diferença que o separa de Vettel na classificação do Mundial é pequena, meros 23 pontos, considerando que o #77 abandonou o GP da Espanha, enquanto Seb e Hamilton ainda não zeraram.
 
Os últimos resultados mostram que só há uma saída para a Ferrari: trabalhar duro e reagir imediatamente. Pensando no GP da Hungria, a tarefa não parece ser das mais fáceis. Hamilton é soberano em Hungaroring, com cinco poles e cinco vitórias por lá. E os italianos ainda têm outra ameaça além da Mercedes, já que a Red Bull costuma andar muito bem em Budapeste, ainda mais com Daniel Ricciardo em fase excepcional e Max Verstappen livre da maré de azar que o acompanhava. A sorte da Ferrari é que a pausa em agosto pode ajudar a amenizar os prejuízos recentes e também a recuperar terreno a partir do GP da Bélgica.  
 
Mas até lá, a lógica aponta para um novo domínio de Hamilton, que tem tudo para curtir as férias de verão na liderança do campeonato. E, diga-se, com todo o merecimento.

Opinião GP é o editorial do GRANDE PRÊMIO que expressa a visão dos jornalistas do site sobre um assunto de destaque, uma corrida específica ou o apanhado do fim de semana de automobilismo.

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