Alonso reitera frustração com fase na F1 e admite: “A falta de vitórias afeta a carreira, a motivação e a felicidade”

Sem vencer na F1 desde o GP da Espanha de 2013, Fernando Alonso reconhece que o jejum afeta diretamente a sua motivação. Por outro lado, o bicampeão do mundo entende que é difícil subir no topo do pódio em tempos de protagonismo da Mercedes e, neste ano, também da Ferrari

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12 de maio de 2013. Diante de uma multidão, Fernando Alonso comemorava a vitória no GP da Espanha de F1. Mas o bicampeão do mundo não poderia imaginar que amargaria um longo jejum depois daquela prova em Barcelona, quando ainda corria pela Ferrari. Desde então, o piloto só acumulou frustrações: encarou uma temporada sem resultados na escuderia de Maranello, fechou com a McLaren confiante no trabalho em conjunto com a Honda, mas a crise deflagrada pela falta de potência e confiabilidade do motor impediu Fernando de passar longe sequer do pódio. Nesta quinta-feira (6), Alonso completa nada menos que 1.516 dias sem vitória.

 
Em entrevista à emissora britânica Sky Sports, Alonso reconheceu a frustração com o jejum que, definitivamente, o incomoda demais. “A falta de vitórias afeta a carreira, a motivação e a felicidade. Essa é a principal perda dos últimos anos”, disse.
 
Alonso reconheceu que não é fácil vencer na F1, sobretudo quando a categoria é dominada por uma equipe em particular, como vem sendo desde 2014 com a Mercedes, que passou a dividir o protagonismo do grid com a Ferrari neste ano.
Fernando Alonso admitiu que a falta de vitórias afeta sua motivação e também a felicidade (Foto: Sky Sports/Twitter)
“Não venço desde 2013, então não são apenas os últimos três anos. E isso é algo bem frustrante. Mas, ao mesmo tempo, vejo outros pilotos como Nico Hülkenberg, Daniel Ricciardo, Max Verstappen… eles são caras super talentosos, mas tiveram alguns poucos pódios nos últimos anos”, salientou.
 

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Neste período, Verstappen venceu apenas uma vez, no GP da Espanha do ano passado. Com o triunfo no último GP do Azerbaijão, Ricciardo acumula cinco vitórias na F1, enquanto o badalado Hülkenberg sequer conquistou um pódio no Mundial. Mesmo sendo destacado por Alonso como um dos pilotos mais talentosos do campeonato.

 
“Tem sido um domínio forte por parte da Mercedes e, neste ano, com a Ferrari mais próxima. Então todos os outros pilotos estão na mesma situação”, complementou.
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