GP Recomenda: cinco bons motivos para não se perder o GP do México

Depois da corrida em Austin, a F1 viaja um pouco mais para o sul e chega a Cidade do México para a antepenúltima etapa da temporada 2016. E por lá o líder Nico Rosberg terá a chance de fechar o campeonato pela primeira vez. Além do alemão, o GRANDE PRÊMIO também lista mais quatro razões para acompanhar a corrida no Hermanos Rodríguez

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1. O PRIMEIRO MATCH POINT
 
Nico Rosberg vai viver no México o primeiro match point do campeonato. Com 26 pontos de vantagem para Lewis Hamilton na tabela de classificação, o alemão tem a chance de fechar a temporada já neste fim de semana e conquistar seu primeiro título mundial de F1. Para isso, o filho de Keke Rosberg precisa ganhar no Hermanos Rodríguez no domingo e torcer para que Hamilton termine a corrida em décimo ou sequer some pontos.
 
É claro que, dada a intensa disputa entre os dois, é difícil um cenário assim, mas não impossível, levando em consideração a temporada de altos e baixos que Lewis protagoniza neste ano na F1.
 
Mesmo assim, Rosberg não toma nada como garantido. "Com certeza, estou consciente da situação e é um cálculo óbvio que todo mundo fica me dizendo. De qualquer forma, estou realmente animado para estar em uma luta pelo campeonato, é incrível. Não poderia pedir por mais neste momento", completou.
Lewis Hamilton quer tentar mais uma vez (Foto: Red Bull Content Pool)
2. UMA NOVA TENTATIVA
 

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A vida de Lewis Hamilton não está nada fácil nesta reta final de temporada. Mesmo voltando a vencer, como aconteceu em Austin no último domingo (23), o tricampeão ainda precisa remar mais se quiser chegar a Abu Dhabi com alguma chance de tirar o título do companheiro de Mercedes, Nico Rosberg. 
 
Mas o inglês não depende apenas de si, já que para o alemão basta apenas mais dois segundos lugares e um terceiro para tomar a taça para si. Assim, Hamilton terá de lutar ainda mais por uma nova vitória e contar também com a ajuda da sorte nestas três provas que ainda restam em 2016.
 
"Tudo que posso fazer agora é dar o meu melhor e seguir guiando como fiz aqui em Austin. Nico tem pilotado de maneira fantástica durante todo o ano, então a batalha continua e eu sei que terei todo o apoio necessário para isso. Por isso, dedos cruzados", afirmou Hamilton ainda no pódio do Circuito das Américas.
A Red Bull pode ser a interferência que a Mercedes não deseja ter (Foto: Red Bull Content Pool)
3. INTERFERÊNCIA ENERGÉTICA
 

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A Red Bull vem ganhando espaço prova a prova, e isso não é nenhuma grande novidade. A equipe austríaca possui enorme inteligência estratégia e sabe como ninguém se recuperar de tempos difíceis, além disso sabe muito como ler uma corrida. Por isso, aproveita tão bem as oportunidades. E um exemplo disso são suas duas vitórias neste ano, conquistadas nas mazelas da Mercedes, na Malásia e na Espanha.
 
Agora, porém, a esquadra também assustas com táticas espertas muito bem conduzidas por seus dois pilotos. Ainda que o erro de Max Verstappen em Austin tenha anulado a chance de Daniel Ricciardo conquistar o segundo lugar, é certo dizer que o time chefiado por Christian Horner vai incomodar os prateados e pode até ser um fator determinante para a disputa do título. 
 
4. UM TERCEIRA FORÇA
 
A Force India vem em uma briga dura com a Williams para assegurar a quarta colocação no campeonato – a diferença entre os dois times está em apenas oito pontos. Em Austin, a equipe indiana sofreu um revés ao ver Nico Hülkenberg fora logo no início e um toque prejudicar toda a prova de Sergio Pérez, que, ainda assim, terminou a corrida em oitavo. Só a equipe inglesa também teve lá a melhor das provas e viu Valtteri Bottas longe dos pontos. Felipe Massa foi o responsável por colocar o time no top-10, com o sétimo posto, mas poderia ter sido sexto, não fosse uma ultrapassagem de Fernando Alonso na parte final da corrida.
 
E foi o desempenho do espanhol que chamou a atenção nas voltas finais. Em uma pista mais favorável ao carro inglês, o bicampeão tirou proveito e foi para cima de Massa e também de Carlos Sainz, para fechar a prova em um bravo quinto posto. O bom dia da McLaren ainda foi completado pelo nono posto de Jenson Button, que protagonizou uma bela corrida de recuperação.
 
Dito, a expectativa agora é ver o quanto a esquadra de Woking pode fazer no México. Apesar das longas retas, o circuito tem freadas fortes e mudanças de direção, características que podem ajudar o time a entrar em uma briga mais direta aí com Force India e Williams, além da Toro Rosso.
Mexicanos lotaram o autódromo Hermanos Rodríguez (Foto: Getty Images)
5. COMO NO FUTEBOL
 
No ano passado, quando a F1 volta ao México depois de um hiato de 23 anos, o que mais chamou atenção foi a grande presença dos fãs nas arquibancadas, sobretudo no trecho do estádio, uma parte de baixa velocidade e que lembra também um campo de beisebol – na verdade, os organizadores aproveitaram a antiga arena para formar esse setor único do calendário do Mundial. A pista, relativamente simples, mostrou grande apelo popular ao deixar os torcedores mais próximos dos astros do espetáculo e estes retribuíram o carinho, entrando no clima mexicano. A prova foi um sucesso e todos os ingressos foram vendidos.
 
Neste ano, os promotores querem repetir a dose e prometem uma etapa ainda mais espetacular. Rodrigo Sánchez, diretor de marketing do GP do México, quer entregar ao fã e à própria F1 uma atmosfera ainda mais incrível do que a vista na edição do ano passado no Autódromo Hermanos Rodríguez: “Estamos trabalhando com a FOM para saber se podemos encher a pista com os fãs”.
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