Chefe da Renault rejeita rumores de batalha interna por poder na F1 e garante: “Estamos crescendo muito”

Frédéric Vasseur negou o noticiário da imprensa britânica, que reportou uma disputa pelo poder com o atual chefe de gestão da equipe de Enstone, Cyril Abiteboul. O francês, nomeado como diretor-esportivo da marca, trabalha também com Jerome Stroll, presidente da gestão esportiva, mas reforçou que há harmonia entre os três para dar sequência à reestruturação do time

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A Renault vive momentos efervescentes em meio à constante reestruturação promovida pelos seus dirigentes na F1. O time baseado em Enstone, na Inglaterra, recentemente anunciou a inesperada contratação de Nico Hülkenberg para a temporada 2017, mas ao mesmo tempo busca um equilíbrio em sua gestão. Nos últimos dias, a imprensa britânica publicou a existência de uma batalha pelo poder envolvendo Frédéric Vasseur, diretor-esportivo e chefe da Renault na F1, e Cyril Abiteboul, nomeado como chefe de gestão. Mas Vasseur garantiu que não há problemas.
 
No meio do ano, a Renault anunciou Vasseur, oriundo da ART Grand Prix na GP2, como o novo diretor-esportivo, nomeando Abiteboul para uma função distinta, de elo entre as fábricas de Enstone e de Viry-Châtillon, onde são construídos os motores. Entretanto, Cyril veio a púbico para clamar por mais liderança por parte da equipe face aos resultados considerados decepcionantes neste retorno da Renault como time à F1 em 2016.

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Ex-ART Grand Prix, Fréderic Vasseur negou a existência de uma batalha pelo poder na Renault (Foto: Getty Images)
Em meio aos rumores, a publicação britânica ‘Autosport’ reportou a possibilidade de Vasseur se transferir para a Manor no ano que vem em razão da batalha pelo poder dentro da Renault. Segundo a revista, a recusa de Sergio Pérez em assinar com a equipe anglo-francesa e a incerteza de Kevin Magnussen sobre o futuro dentro do time são resultados da instabilidade política entre seus líderes.
 
Mas Vasseur negou que exista um clima ruim dentro da gestão da Renault e garantiu que não há líderes em demasia, citando inclusive outras equipes do grid como exemplo.
 
“Não tenho certeza que nós temos mais chefes do que a Mercedes, com Toto Wolff e Niki Lauda, ou a Red Bull, com Christian Horner e Helmut Marko. Temos uma organização com Jerome Stroll, Cyril Abiteboul e eu. Temos dois setores, e também é preciso considerar que estamos nos reconstruindo e crescendo muito. Temos muitas coisas a fazer”, salientou.
 

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“Três líderes não são demais. A organização está clara na minha mente e na de Cyril, e isso é o mais importante. Eu me encarrego das operações na pista e da performance; Cyril se encarrega da empresa. Acho que uma coisa complementa a outra, e isso está claro para mim desde o começo. Não há grandes problemas neste sentido. Talvez, de fora não seja o caso, mas internamente está funcionando bem”, garantiu Vasseur.

 
Neste retorno como equipe à F1, a Renault somou oito pontos — sete com Magnussen e um com Jolyon Palmer — e ocupa a nona e antepenúltima colocação no Mundial de Construtores.
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