Chefe do autódromo de Hockenheim afirma que “ainda não há contrato assinado” para receber F1 em 2015

Georg Sieler, responsável pelo autódromo de Hockenheim afirmou à revista 'Auto Motor und Sport' que ainda não há um acordo fechado para receber a F1 em 2015, apesar de Bernie Ecclestone ter dito o contrário

O chefe do autódromo de Hockenheim alertou que ainda não há um acordo com a F1 para a realização do GP da Alemanha em 2015. Bernie Ecclestone, o chefão do Mundial, revelou nesta quinta-feira (15) que a pista será a responsável pela corrida no lugar de Nürburgring, circuito que deveria sediar a etapa da categoria dentro do acordo de revezamento que vigora desde 2008.

"Vai ser em Hockenheim. Nós estamos no meio das negociações com eles. Não há como fazer a prova em Nürburgring, porque não há ninguém lá", afirmou Ecclestone em declaração à agência de notícias 'Reuters'.

Hockenheim ainda não tem contrato para receber F1 em 2015, diz chefe (Foto: Getty Images)

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Só Georg Sieler, responsável pelo traçado, no entanto, disse que um contrato ainda não foi fechado, embora as negociações estejam acontecendo neste momento. "Nós só podemos dizer uma coisa sobre isso: o contrato ainda não foi assinado", afirmou o dirigente à revista germânica 'Auto Motor und Sport'.

De acordo com a publicação, o cerne da questão está nos termos financeiros do novo acordo. No ano passado, a etapa da F1 reuniu 52 mil pessoas, o que significa dizer que o circuito teve de lidar com perdas significativas.

"Naturalmente, pretendemos finalizar com recorde positivo de números", disse Sieler. "Em uma circunstância especial, pode-se até aceitar um acordo sem muitos ganhos. De qualquer forma, agora uma decisão é conveniente e necessária", completou.

MUDOU DE IDEIA
Embora sempre tenha se posicionado contra o descongelamento do desenvolvimento dos motores na F1, Toto Wolff, chefe da Mercedes, acredita que a decisão da FIA vai favorecer os atuais campeões no futuro, porque agora vão ter a chance de aperfeiçoar o já poderoso motor V6, além do próprio carro, e isso vai representar uma grande vantagem frente aos adversários, especialmente se levar em conta o domínio que a equipe alemã impôs durante a temporada 2014.
 
No início deste mês, a entidade que rege o esporte reconheceu que havia, de fato, uma brecha no regulamento que limitava a evolução das unidades de força e acabou acatando o pedido de Ferrari e Renault para a regra fosse revista. A única fornecedora de motor que está fora da nova diretiva técnica é a Honda, que vai entregar motores à McLaren neste ano.

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ABERTA A MUDANÇAS
A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) disse que está aberta a ajustes com relação ao novo sistema para a obtenção da superlicença na F1, especialmente se ficar clara a necessidade de alguma alteração no que diz respeito às categorias de base.
 
Como parte de um esforço para reforçar os critérios para a aquisição da licença obrigatória da F1, a entidade máxima do automobilismo implantou uma idade mínima para os pilotos, além da exigência de 40 pontos somados em campeonatos de acesso. Porém, as categorias escolhidas e a pontuação atribuída a elas tem causado controvérsia, principalmente por causa da F-2, que sequer existe e que possui o valor máximo em pontos.

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TEM APELO
Fornecedora única de pneu na F1, a Pirelli entende que o retorno de pneus mais largos na F1 para os próximos anos pode ajudar a aumentar o espetáculo e tornar as corridas mais atraentes.
 
Tanto a FIA quanto as equipes, atualmente, trabalham em propostas que tornem o esporte mais emocionante e que dificultem mais a vida dos pilotos. Entre as sugestões estudadas, está o aumento na largura dos pneus, o que ajudaria a melhorar a aderência dos carros em curvas. Motores de 1.000 cv também estão na pauta.

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