Piloto da Ferrari na década de 1980, Arnoux visita fábrica e deixa recado para Vettel: “É o caso de ser paciente”

O francês René Arnoux, vencedor de três GPs com a Ferrari em 1983, fez uma visita à fábrica da equipe italiana e elogiou o novo chefe, Maurizio Arrivabene, e o novo piloto, Sebastian Vettel. Mas avisou: será preciso paciência para levar o time de volta ao topo da F1

Confiante de que a Ferrari está seguindo no rumo certo com as mudanças que promoveu nos últimos meses visando a temporada 2015, o francês René Arnoux elogiou as contratações de Maurizio Arrivabene e Sebastian Vettel, mas deixou um recado: será preciso ser paciente.

Arnoux defendeu a Ferrari do início de 1983 até ser demitido, sem mais nem menos, após a primeira corrida da temporada 1985. Embora tenha faturado o Mundial de Construtores em 1983, a equipe não sabia o que era vencer a disputa de Pilotos desde 1979, e Arnoux, portanto, vivenciou um dos períodos de vacas magras da escuderia.

Arnoux venceu três corridas com a Ferrari em 1983 (Foto: Getty Images)

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Em visita a Maranello neste fim de ano, o ex-piloto deixou suas impressões a respeito do momento da Ferrari e indicou concordar com os rumos que o time está tomando. “A Ferrari precisava de mudança, e Maurizio Arrivabene teve uma carreira excelente na Philip Morris. É muito profissional, eu o conheço muito bem. Ele sabe como fazer uma equipe bem competitiva”, afirmou Arnoux.

Os elogios continuaram na hora de falar de Vettel. “É um piloto sensacional, sabemos disso. Ele venceu quatro campeonatos e está em um altíssimo nível. Na minha opinião, é um caso de ser paciente. E quando Maurizio reorganizou o time técnico, tive certeza que o time vai ter a chance de lutar e de vencer o Mundial”, falou.

Arnoux aproveitou para falar de seu tempo em Maranello e contou o momento mais especial da passagem: o dia em que se reuniu com Enzo Ferrari para assinar contrato.

“Minha melhor recordação foi quando almocei com o Comendador. Naquele dia, eu estava muito egoísta. Vim sozinho, não queria ninguém comigo, sem advogados, sem empresários, ninguém. Queria estar sozinho no momento de falar com a pessoa com me fez sonhar por toda a minha vida. Sentamos juntos, demos as mãos e decidimos assinar por dois anos”, disse. 

“Para mim, apertar as mãos de Enzo Ferrari valeu mais do que a assinatura do contrato”, acrescentou.

A Ferrari não venceu nenhuma prova em 2014 e terminou o Mundial de Construtores somente na quarta posição, atrás da campeã Mercedes, da Red Bull e da Williams.

AMIGO DA ONÇA
Do agito das pistas à calmaria do Pantanal. A vida de Mário Haberfeld mudou bastante nos últimos anos. Depois de se aposentar relativamente cedo das pistas, aos 32 anos, o agora ex-piloto de 38 se dedica a uma atividade bem diferente daquela que o tornou famoso mundo afora: toca uma ONG que tem como objetivo a preservação das onças-pintadas na região do Pantanal .
 
“Você tem que achar uma outra coisa que gosta de fazer para repor aquilo e gastar a sua energia com esse novo desafio”, conta ao GRANDE PRÊMIO o fundador do Projeto Onçafari, que tem sua base no Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda (MS).

Leia a reportagem completa no GRANDE PRÊMIO.

 PEGO NO FLAGRA
O francês Franck Montagny, que começou a temporada inaugural da F-E defendendo a equipe Andretti, foi pego no exame antidoping após a etapa da Malásia e está suspenso preventivamente das pistas até ser julgado pela FIA. O piloto foi flagrado com um derivado de cocaína no organismo. A revelação foi feita pelo próprio em coluna no jornal francês 'L'Equipe'. Montagny assumiu o erro e revelou que, ao ser chamado pelo fiscal da agência antidoping após a corrida nas ruas de Putrajaya sabia que estava em uma situação delicada.

Leia a reportagem completa no GRANDE PRÊMIO.

MELHORES DO ANO
 
E assim, como num passe de mágica, 2014 passou. Foi rápido mesmo. Se Vettel decepcionou, a Mercedes dominou e o medo de acidentes fatais voltou à F1; se a Ganassi não correspondeu e Will Power fez chegar o dia que parecia inalcançável; se Márquez deu mais um passou para construir uma dinastia; se Rubens Barrichello viveu sua redenção, tudo isso é sinal das marcas de 2014 no automobilismo. Para encerrar e reforçar o que aconteceu no ano, a REVISTA WARM UP volta a eleger os melhores do ano.

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