As boas atuações que Romain Grosjean mostrou durante a temporada 2014 não passaram totalmente sem serem notadas, mas foram eclipsadas pela má qualidade do carro da Lotus, que deu poucas oportunidades a sua dupla de pilotos de aparecer positivamente. Mas enquanto Pastor Maldonado passou o ano coletando novos problemas, Grosjean mostrou ter crescido como piloto.
No entanto, o francês considera que 2014 foi seu ano mais complicado. Ao menos do ponto de vista psicológico. Para Grosjean, a pressão e os erros de 2012 vieram por causa de suas próprias atitudes, mas os problemas de 2014 aconteceram apesar de suas boas investidas.
"Foi o ano mais difícil psicologicamente da minha carreira. Em 2012 eu fiz coisas estúpidas, mas foram minha culpa. Esse ano eu tive algumas boas performances, mas não foi visível por causa do carro. Você tem que tentar entender tudo e caminhar com todos na direção correta, o que requer muita energia", disse.
Grosjean para nos boxes (Foto: AP)
Para o próximo ano, Grosjean quer voltar ao pódio, talvez um passo muito grande, mesmo para uma Lotus que vai começar a ser empurrada pelo motor Mercedes em 2015. O piloto ainda destaca que seu ano será melhor de qualquer jeito por conta do nascimento de seu segundo filho com a esposa Marion Jollès.
"Espero muito que possamos voltar ao pódio já na próxima temporada e beber um pouco de champagne de novo. Mas, de qualquer jeito, 2015 será um bom ano porque meu segundo filho vai nascer lá para meados de maio", contou.
O 2014 de Grosjean terminou com oito pontos somados em duas provas, com duas oitava colocações: na Espanha e em Mônaco, garantindo a 14ª colocação no Mundial de Pilotos. A Lotus terminou o ano com dez tentos e o oitavo lugar na classificação geral do Mundial de Construtores.
PAZ E AMOR
Ao GRANDE PRÊMIO, Nelsinho Piquet falou do ano cheio que viveu em 2014 e da adaptação às diferentes categorias que disputou nesta temporada. O brasileiro de 29 anos se disse um apaixonado por pilotar e que apenas procura um “ambiente em que possa se divertir, sem ficar estressado”
“A verdade é que quanto mais experiência você possui, melhor você consegue se adaptar a outros tipos de carros", declarou o piloto.
Leia a reportagem completa no GRANDE PRÊMIO.
O ÚLTIMO CAMPEÃO
Há um ano e meio, Jacques Villeneuve, o último piloto campeão pela Williams, mostrava-se bastante receoso quanto ao futuro do time. Hoje, o pensamento do canadense é diferente — ainda que ele fale da transformação da equipe com alguma cautela. Em entrevista exclusiva à REVISTA WARM UP, em julho de 2013, Villeneuve dissera que, “no momento em que uma equipe passa a ter pilotos pagantes, está acabado”. O pensamento do piloto é direto: ter bons pilotos é que atrai os bons patrocínios. Neste ano, com Felipe Massa se juntando a Valtteri Bottas, a equação mudou, e o campeão de 1997 avaliou a nova fase do time.
Leia a entrevista com Villeneuve na REVISTA WARM UP.
MELHORES DO ANO
E assim, como num passe de mágica, 2014 passou. Foi rápido mesmo. Se Vettel decepcionou, a Mercedes dominou e o medo de acidentes fatais voltou à F1; se a Ganassi não correspondeu e Will Power fez chegar o dia que parecia inalcançável; se Márquez deu mais um passou para construir uma dinastia; se Rubens Barrichello viveu sua redenção, tudo isso é sinal das marcas de 2014 no automobilismo. Para encerrar e reforçar o que aconteceu no ano, a REVISTA WARM UP volta a eleger os melhores do ano.
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