Com desenvolvimento dos motores V6 turbo, Pirelli espera evolução “drástica” dos carros e impacto sobre pneus
Como as equipes estão ficando cada vez mais confortáveis com as unidades de força V6 turbo, o diretor-esportivo da Pirelli, Paul Hembery, acredita que os pneus sofrerão um desgaste maior na temporada 2015
A evolução das unidades de força V6 turbo e a busca das equipes pelo limite pode resultar em um desgaste maior dos pneus na temporada 2015, de acordo com a Pirelli, mesmo que a fornecedora tenha como objetivo manter a abordagem conservadora que adotou neste ano.
Paul Hembery, diretor-esportivo da marca italiana, afirmou que os carros já demonstraram grande progresso na reta final da temporada 2014 e que esses avanços ficarão ainda mais evidentes em 2015.

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“Provavelmente no próximo ano, se fizermos as mesmas escolhas em todos os lugares, o que talvez tenha sido conservador neste ano comece a parecer agressivo, pois a evolução do ritmo dos carros será um tanto drástica”, comentou o dirigente.
“Já vimos uma grande melhora no fim desta temporada e sem que eles pudessem chegar perto de usar as unidades de força da forma como gostariam. Então esperamos um grande salto na performance na próxima temporada”, disse.
“Se você está falando de um ou até dois segundos por volta, isso vai mudar dramaticamente o modo como os pneus serão usados. Então temos que ficar espertos e acompanhar isso, mas, no geral, sentimos que agimos bem considerando a enorme mudança tecnológica com as novas tecnologias híbridas, que são fascinantes”, acrescentou Hembery.
Em 2014, a Pirelli agiu de forma mais conservadora com o intuito de evitar uma nova crise envolvendo seu nome, como a que aconteceu no decorrer de 2013. Por isso, desenvolveu pneus mais duráveis e evitou escolhas arriscadas para as corridas.
Para o próximo campeonato, o objetivo é trabalhar no aprimoramento do composto supermacio, o mais mole dentre os de pista seca, e dos pneus de chuva.

Ao GRANDE PRÊMIO, Nelsinho Piquet falou do ano cheio que viveu em 2014 e da adaptação às diferentes categorias que disputou nesta temporada. O brasileiro de 29 anos se disse um apaixonado por pilotar e que apenas procura um “ambiente em que possa se divertir, sem ficar estressado”
“A verdade é que quanto mais experiência você possui, melhor você consegue se adaptar a outros tipos de carros", declarou o piloto.

Há um ano e meio, Jacques Villeneuve, o último piloto campeão pela Williams, mostrava-se bastante receoso quanto ao futuro do time. Hoje, o pensamento do canadense é diferente — ainda que ele fale da transformação da equipe com alguma cautela. Em entrevista exclusiva à REVISTA WARM UP, em julho de 2013, Villeneuve dissera que, “no momento em que uma equipe passa a ter pilotos pagantes, está acabado”. O pensamento do piloto é direto: ter bons pilotos é que atrai os bons patrocínios. Neste ano, com Felipe Massa se juntando a Valtteri Bottas, a equação mudou, e o campeão de 1997 avaliou a nova fase do time.

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