Diretor da Renault elogia regulamento da F1 e diz que V6 turbo permite “passar mensagem através do esporte”
Cyril Abiteboul, diretor da Renault, afirmou que a montadora francesa teve seu interesse no Mundial de F1 renovado com o abandono dos motores V8 aspirados pelos V6 turbo, tudo em nome da eficiência no consumo de combustível e o desenvolvimento de novas tecnologias
O atual conceito de motores adotada pelo Mundial de F1 é exatamente o que a Renault procura na categoria. A busca pela eficiência, segundo o diretor Cyril Abiteboul, faz com que a montadora francesa consiga investir tanto em tecnologias quanto em publicidade para esse desenvolvimento.
Ao longo do ano, os V6 turbo foram bastante criticados pelo alto custo e pelo baixo volume que produzem. O enorme domínio imposto pelas unidades de força da Mercedes também não agradou.
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Há, inclusive, quem defenda que a F1 abandone logo a fórmula atual. Bernie Ecclestone e Christian Horner fazem parte do grupo.

“A eficiência está no coração do dilema. Como podemos tirar mais de cada litro de combustível ou de cada joule de energia comprometendo o mínimo possível o todo?”, disse Abiteboul em entrevista ao site do jornalista inglês James Allen.
“Em primeiro lugar, o regulamento da F1 nos dá a chance de investigar soluções técnicas extremamente avançadas que vão nessa direção e podem ser transferidas para os carros de rua no futuro. Em segundo lugar, o fantástico poder da plataforma de marketing da categoria nos permite promover essas novas tecnologias para acelerar sua adoção por clientes no mundo todo, demonstrando que a frugalidade energética e a alta performance não são impossíveis”, ressaltou.
“Os carros de F1 foram muito competitivos nesta temporada mesmo gastando 35% menos combustível. Se as regras tivessem continuado as mesmas, não teríamos a chance de passar nenhuma dessas relevantes mensagens através do esporte”, completou. Tal pensamento é semelhante ao que a Mercedes vem defendendo. A marca alemã diz que deixará o esporte caso o atual conceito seja abandonado.
Das três marcas que forneceram motores para a F1 em 2014, a Renault foi a segunda que mais marcou pontos e comemorou, com Daniel Ricciardo e a Red Bull, três vitórias.

Foi no dia 29 de dezembro de 2013 que o maior vencedor da história da F1 iniciou uma batalha sem precedentes por sua vida. Heptacampeão e aposentado pela segunda vez das pistas, Michael Schumacher passava férias com a família e os amigos em uma charmosa estação de esqui nos Alpes franceses, como foi bastante comum em anos anteriores, quando sofreu um grave acidente. Embora praticante habitual do esporte, o alemão não pôde evitar a queda enquanto esquiava com o filho, Mick, e bateu a cabeça com violência em uma pedra. Começava ali um drama que dura até hoje, há exatos 365 dias.


E assim, como num passe de mágica, 2014 passou. Foi rápido mesmo. Se Vettel decepcionou, a Mercedes dominou e o medo de acidentes fatais voltou à F1; se a Ganassi não correspondeu e Will Power fez chegar o dia que parecia inalcançável; se Márquez deu mais um passou para construir uma dinastia; se Rubens Barrichello viveu sua redenção, tudo isso é sinal das marcas de 2014 no automobilismo. Para encerrar e reforçar o que aconteceu no ano, a REVISTA WARM UP volta a eleger os melhores do ano.
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