Engenheiro-chefe destaca evolução e já vê Williams rumo ao topo em 2015: “Percorremos metade do caminho”

Como um paciente que deixa um grave problema de saúde para trás, a Williams renasceu e começou a construir uma nova história de vida. A equipe fez um bom carro, disputou pódios e até vitórias e saltou da nona posição em 2013 à terceira em 2014 somando 64 vezes mais pontos. A REVISTA WARM UP #56 repassou o ano de evolução da equipe inglesa em 2014

Frank Williams, chefe de uma equipe bicampeã mundial de F1 em 1986, renasceu após um gravíssimo acidente de carro no sul da França. Desde então, o britânico se locomove por meio de uma cadeira de rodas, mas isso não o impediu de seguir tocando a escuderia que fundou, com a mesma lucidez de sempre, rumo a mais cinco títulos de Pilotos e sete de Construtores.

Em 2014, aos 72 anos, foi a vez de ele ver a própria firma — agora sob os cuidados da atenta filha Claire e do diretor-executivo Mike O’Driscoll — renascer para a F1 justo quando viveu seu momento mais delicado.

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Não é preciso se aprofundar muito para perceber as diferenças entre a Williams de 2013 e a de 2014. Basta olhar para a pontuação do time nos dois campeonatos: cinco pontos somados no ano passado contra 320 na temporada que terminou no último dia 23 de novembro com Felipe Massa e Valtteri Bottas no pódio em Abu Dhabi. A conta simples e direta nos leva à conclusão de que o desempenho foi 64 vezes melhor.

Massa celebra pódio em Abu Dhabi (Foto: Getty Images)

Faz-se necessária uma extensa lista de razões para compreender como tamanho salto foi dado — a mudança na hora certa para os potentes motores Mercedes; uma administração mais eficiente comandada por Claire Williams; a chegada de uma patrocinadora forte, a Martini; o trabalho de Pat Symonds na direção-técnica, que resultou no desenvolvimento de um ótimo FW36; a contratação de engenheiros, entre eles, o experiente Rob Smedley para comandar as operações de pista; a formação de uma entrosada e complementar dupla de pilotos.

De repente, o time surge andando pau a pau com a Mercedes na pré-temporada e deixa todo mundo animado. Na primeira corrida, na Austrália, já marca o dobro de pontos de toda a temporada anterior.

O resultado final da temporada 2014 não deixa dúvidas quanto à passagem de nível da Williams. Uma pole-position, nove pódios e o terceiro lugar no Mundial de Construtores — melhor resultado desde 2003. Os 320 pontos são mais que o dobro dos 155 somados entre 2010 e 2013, e a presença de Massa e Bottas na primeira fila do GP da Áustria chegou perto de ser marcante como a incrível vitória de Pastor Maldonado no GP da Espanha de 2012.

Tudo isso, como não podia deixar de ser, provoca um otimismo enorme para a próxima temporada. Contudo, nem só de alegrias a Williams viveu nos últimos 12 meses. Na mesma medida em que cresceu e passou a lutar pelas primeiras posições, a Williams mostrou que precisava reaprender a se comportar como grande para poder vencer corridas e, quem sabe, campeonatos. É esse um dos principais objetivos na fábrica de Grove na preparação para 2015.

“Percorremos metade do caminho”, sentencia o engenheiro-chefe Smedley ao ser questionado pela RWUp.

Leia a reportagem completa na REVISTA WARM UP

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E assim, como num passe de mágica, 2014 passou. Foi rápido mesmo. Se Vettel decepcionou, a Mercedes dominou e o medo de acidentes fatais voltou à F1; se a Ganassi não correspondeu e Will Power fez chegar o dia que parecia inalcançável; se Márquez deu mais um passou para construir uma dinastia; se Rubens Barrichello viveu sua redenção, tudo isso é sinal das marcas de 2014 no automobilismo. Para encerrar e reforçar o que aconteceu no ano, a REVISTA WARM UP volta a eleger os melhores do ano.

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