Com menos vagas na F1, Vergne olha para Estados Unidos e mostra interesse em guiar na Indy em 2015

Jean-Éric Vergne confirmou seu desejo de guiar na Indy em 2015, apesar de afirmar ainda ter chances na F1. O francês disse que quer voltar a ter chance de ganhar corridas e campeonatos, querendo lutar pelo título logo no primeiro ano na nova categoria. Alexander Rossi, ex-reserva de Caterham e Marussia, é outro que confirma ter a cabeça nos Estados Unidos para o futuro próximo

Fora da F1 após a Toro Rosso confirmar a dupla Max Verstappen e Carlos Sainz Jr. para a temporada 2015, Jean-Éric Vergne está com os olhos apontados para os Estados Unidos: o francês confirmou sua intenção de guiar na Indy a partir do próximo ano. 
 
Vergne, após três anos com a Toro Rosso, afirma que quer voltar a ter chances de vencer, e não apenas estar num grid, embora saiba que dificilmente iria para uma equipe de ponta em um primeiro momento. Mas, segundo ele, a motivação seria briga por título desde o primeiro ano.
 
"Eu estaria interessado em correr na Indy. É um ótimo campeonato. Estou trabalhando com um agente que tem clientes nos Estados Unidos, Julian Jakobi, e no momento, parece difícil entrar num time de ponta, mas estou bem interessado em ver que tipo de cockpit está disponível", contou.
 
"Não estou chateado com a Toro Rosso. Tenho opções na F1, mas quero voltar a guiar numa categoria onde eu possa ganhar corridas e campeonatos. Minha meta é lutar pelo título da Indy em meu primeiro ano", cravou.
Jean-Éric Vergne em Abu Dhabi (Foto: Getty Images)
"Não finjo que vou ganhar tudo, ou ter um caminho tranquilo nos ovais. É muito a aprender vindo da Europa, mas muitos pilotos europeus se tornaram bons em ovais depois de certa experiência, e com tantas provas mistas e de rua, sei que posso ser efetivo", disse, confiante.
 
E já que as equipes terão de desenvolver novos kits aerodinâmicos para a temporada, Vergne crê que pode ajudar, já que na F1 esse tipo de teste acontece quase toda semana.
 
"Testar novas peças de aerodinâmica, componentes da suspensão e tudo mais, é algo que fazemos toda semana na F1. Isso é algo que eu gosto muito: desenvolvimento é muito importante para o sucesso do time, da construtora, e é uma área em que eu tenho experiência", seguiu.
 
"Não existem muitos times para ir onde eu possa ganhar o campeonato já, mas isso não me impede de conversar com donos para ver se podemos fazer algo juntos. Sempre adorei correr nos Estados Unidos e sempre tive interesse na Indy. O momento é ótimo agora para fazer isso acontecer", concluiu.
Alexander Rossi é outro saído da Europa que quer ter uma chance na Indy. Piloto reserva na F1 pelos últimos três anos e por duas equipes, Caterham e Marussia, agora, com o time que o acolheu em 2014, a Marussia, com a morte decretada, Rossi capitula de suas chances de momento de guiar na F1. Para 2015, o piloto norte-americano está com a cabeça em casa.
 
O piloto também confirmou que seu foco para o ano que se avizinha é conseguir um lugar no grid da Indy. Fora dos Estados Unidos desde 2008, aos 16 anos, quando se mudou para o Velho Continente em busca de um lugar na F1, será a primeira vez de Rossi numa categoria de monopostos em seu país de origem.
 
"Deixei os Estados Unidos com 16 anos, fui para a Europa, onde o foco era atingir a F1. Esse foco nunca saiu de cena. Na verdade, foi uma estranha realização no Circuito das Américas, ano passado, quando eu fiz o TL1 com a Caterham, que foi a primeira vez que guiei um carro nos Estados Unidos desde que fui embora em 2008. Agora vou voltar para o país e me concentrar na Indy para o próximo ano", disse.
Alexander Rossi com as vestes da Marussia (Foto: Getty Images)
O piloto ainda contou que chegou a ser chamado para cinco provas no ano na Marussia, mas a crise que acabou sendo a causa da morte do time anglo-russo impediu que fizesse sua estreia na categoria. Para Rossi, o fato já caracteriza ter atingido "de certa forma" o seu objetivo.
 
"De uma forma, completamos a tarefa de chegar à F1. Não, eu não corri um GP, mas as pessoas talvez não saibam que fui chamado pela Marussia cinco vezes esse ano para correr, e por circunstâncias fora do meu controle e razões financeiras deles, não aconteceu. A confiança e fé que a equipe colocou em mim e a F1 colocou em mim como um americano sempre estiveram lá, mas com os problemas financeiros retirando dois times e os lugares desaparecendo, conseguir um cockpit ficou muito difícil", seguiu.
 
Rossi revelou que conversa com times da Indy já faz certo tempo e que se encontrou com alguns times falando das possibilidades do ano que vem. E completou falando que tem confiança de que aprenderá a competir nos ovais rapidamente.
 
"Já falo com times da Indy há algum tempo e fiz várias viagens para Indianápolis para reuniões sobre a próxima temporada. Existiram algumas coisas positivas nessas reuniões, com algumas coisas avançando, mas ainda há muitos boxes que precisam ser apressados para acertar tudo", observou.
 
"Tenho muita confiança em estar acertado com as corridas mistas. E depois de trabalhar com times da F1 pelos últimos anos, estou confiante de que eu seria de valor com um novo kit aerodinâmico saindo e todos os desenvolvimentos que é talhada com seu introdução. Além de ser capaz de extrair muito do carro, o nível de detalhe que é requerido na Europa com feedback, a precisão necessária dentro e fora da pista e a ética de trabalho exigida, seriam relacionadas diretamente às da correr na Indy", analisou Rossi.
 
"Enquanto Europa e F1 são algo que estarão sempre no meu radar, estou animado em estar envolvido em um novo projeto e vou colocar tudo possível em obter sucesso na Indy", encerrou.
 
A temporada começa em 8 de março, com a prova brasileira do calendário, a ser realizada em Brasília.
KMAG ou JB?

A próxima quinta-feira (4) tende a ser decisiva para a McLaren definir sua vida para 2015. É a data em que está marcada uma reunião de sua cúpula para deliberar quem vai ser o companheiro de Fernando Alonso — de quem não há dúvida alguma sobre o futuro na F1. À mesa, vão estar dois homens, dentre outros, para resolver uma briga de foice: Ron Dennis, que nos últimos anos voltou com força e ambição ao comando da McLaren, mas ainda é acionista minotário; e Mansour Ojjeh, detentor de 40% dos papéis da equipe.

Kevin Magnussen ou Jenson Button? Leia a reportagem no GRANDE PRÊMIO.

(DES)ORGANIZAÇÃO DAS 6HSP

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Piloto à parte, o trabalho de Emerson Fittipaldi como promotor das 6 Horas de São Paulo, do WEC, deixou a desejar na terceira edição do evento. Leitores do GRANDE PRÊMIO que compareceram ao autódromo se queixaram de uma série de problemas na organização, que também não satisfez plenamente a FIA.

Em geral, o público se queixou que a organização dentro do complexo de Interlagos era deficiente. As filas eram confusas e pouco respeitadas, a visitação aos boxes foi fechada antes do previsto, bem como eram fracas a checagem dos ingressos na entrada das arquibancadas e as revistas na chegada ao circuito.

Leia o CONTA-GIRO completo no GRANDE PRÊMIO.

UM CARA DE SORTE

Mark Webber avaliou que foi um “cara de sorte” no acidente que sofreu na hora final das 6 Horas de São Paulo, a etapa do Brasil do Mundial de Endurance. No último domingo (30), o australiano se enroscou com a Ferrari de Matteo Cressoni na curva do Café e acabou destruindo o protótipo #20 da Porsche. Webber sofreu uma concussão e não tem memória do acidente, mas escapou sem maiores lesões — só se queixou de fortes dores de cabeça.

Leia a reportagem completa no GRANDE PRÊMIO.

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