Di Grassi prega respeito a Kristensen e exalta pódio “muito difícil” nas 6 Horas de São Paulo

Quarto colocado no Mundial de Endurance, Lucas Di Grassi terminou as 6 Horas de São Paulo na terceira posição com a Audi, um pódio que considerou “muito difícil”, mas especial por marcar a despedida de Tom Kristensen

Lucas Di Grassi comemorou o terceiro lugar conquistado neste domingo (30) nas 6 Horas de São Paulo. O brasileiro terminou sua primeira temporada completa como titular da Audi no Mundial de Endurance sem nenhuma vitória, mas satisfeito com alguns dos resultados obtidos — principalmente o segundo lugar em Le Mans e o terceiro posto na prova de Interlagos.

Como a montadora de Ingolstadt não tinha o carro mais rápido neste ano, algo incomum diante do retrospecto recente, foi preciso contornar as adversidades apresentando-se da forma mais precisa possível.

Lucas Di Grassi fechou a temporada em terceiro lugar (Foto: Audi)

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Nas 6HSP, por exemplo, o trio do carro #1 teve de compensar na pista a perda de alguns segundos em cada pit-stop por causa de um defeito em um parafuso. Assim, era preciso economizar combustível para fazer com que fosse possível parar uma vez a menos nos boxes. Di Grassi lembrou de sua estreia na categoria com a Audi, há dois anos, quando também foi terceiro. “Comecei minha carreira com a Audi aqui em terceiro, e esse pódio aqui foi muito mais difícil para nós”, disse.

“Realmente queríamos terminar em terceiro lugar para poder dividir esse pódio com o Tom”, continuou, agradecendo o dinamarquês, que está se aposentando das pistas, pela parceria ao longo desta temporada: “Obrigado, Tom, por tudo o que você me ensinou, e nos vemos por aí”. 

O piloto também espera que as 6 Horas de São Paulo, que estarão fora do calendário no próximo ano, voltem a ser disputadas na temporada 2016. “Devo agradecer à organização e ao WEC por esse evento incrível em São Paulo. Estou muito feliz por poder correr na frente da torcida que me apoiava. Foi uma mistura de emoções, muitas coisas mudaram, o Tom saindo, não viremos para cá no ano que vem… Mas espero voltar porque esse lugar é especial”, falou.

Di Grassi, Kristensen e o francês Loïc Duval terminaram o campeonato de Pilotos empatados com Marc Lieb, Romain Dumas e Neel Jani com 117 pontos, mas perderam o terceiro lugar na tabela no critério de desempate: os pilotos da Porsche venceram uma vez, justamente nesta etapa decisiva.

GRANDE PRÊMIO cobre 'in loco' o Mundial de Endurance em Interlagos com os repórteres Renan do Couto e Gabriel Curty e o blogueiro Rodrigo Mattar. Acompanhe o noticiário aqui.

UMA VITÓRIA E UMA PREOCUPAÇÃO

A Porsche encerrou a temporada de retorno à classe LMP1 conquistando a primeira vitória do ano — embora lamente que também terá pontos negativos para se lembrar. Romain Dumas, Neel Jani e Marc Lieb triunfaram nas 6 Horas de São Paulo, disputadas neste domingo (30), em Interlagos, e Mark Webber sofreu um fortíssimo acidente com o outro Porsche 919 na Curva do Café a 25 minutos da bandeira quadriculada ser agitada. A última vitória da Porsche em uma corrida de protótipos fora conquistada nas 24 Horas de Le Mans de 1987, há 27 anos, pois.

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PANCADA DE RESPEITO

Mark Webber bateu muito forte o Porsche #20 na Curva do Café. Faltando 25 minutos para o final das 6 Horas de São Paulo, o australiano se envolveu em um acidente com a Ferrari #90 de Matteo Cressoni.

O acidente provocou a primeira intervenção de safety-car na prova brasileira, liderada pelo outro Porsche, o #14, que tem Neel Jani no comando. De acordo com a Porsche, o piloto passa bem. Ao ser removido pela maca, Webber acenou para o público.

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SANDUÍCHE DE PRESUNTO, NÃO

Ainda na volta de apresentação, enquanto liderava o pelotão para a largada, Rubens Barrichello disse no rádio que ele e a equipe precisavam fazer o “arroz com feijão” na prova decisiva em Curitiba. Dito e feito. É bem verdade que Barrichello levou um pequeno susto no início, mas isso não o tirou da zona confortável para garantir a taça. E com o terceiro lugar, o ex-piloto da F1 e da Indy se sagrou campeão da Stock Car.

É o primeiro título do paulista desde a conquista da F3 Inglesa em 1991. Fora da briga pelo campeonato, Daniel Serra venceu com tranquilidade a corrida curitibana. Átila Abreu bem que tentou tirar o título de Rubens, mas acabou mesmo em segundo. Cacá Bueno foi o quarto, enquanto Allam Khodair completou o top-5.

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