Dinamarquês, Kristensen diz não se abalar por emoções, mas admite choro nos momentos finais em Interlagos
Tom Kristensen encerrou sua vitoriosa carreira no endurance neste domingo (30) chegando em terceiro lugar nas 6 Horas de São Paulo. ‘Durão’, o dinamarquês disse não ceder às emoções, mas entregou que deixou algumas lágrimas escorrerem no caminho até a bandeirada
A última corrida da carreira de Tom Kristensen fica entre as que deixou o dinamarquês mais feliz. Foi o próprio que disse isso, neste domingo (30), após concluir as 6 Horas de São Paulo na terceira colocação. Kristensen destacou que ficou muito contente com toda a atenção que recebeu dos fãs, da mídia e dos companheiros de trabalho ao longo do fim de semana em Interlagos.
Além disso, ficou satisfeito com o desempenho de seu trio, completado por Loïc Duval e Lucas Di Grassi, para garantir o último troféu da carreira profissional. Foi preciso contornar um problema em uma porca da roda que custava segundos preciosos em cada pit-stop, além de ser preciso poupar combustível para evitar um splash-and-go no final.
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“Ainda não fui atingido por emoções. Sou da Dinamarca. Dinamarqueses não têm emoções”, afirmou o piloto de 47 anos na entrevista coletiva realizada logo após a prova. Depois, já fora da grande plateia, admitiu que, nas voltas finais, algumas lágrimas escorreram. “É, não tão dinamarquês.”

Kristensen disse que a ficha ainda deve cair. “Ainda não caiu. Até agora, curti, mas é isso. Olho para trás e tenho muita gente que preciso agradecer. Vou guardar muitas memórias desta corrida, da minha parceria com a Audi. Terminei minha primeira corrida com a Audi no pódio, vencendo em Sebring, e é bom terminar no pódio também hoje”, declarou.
“Obrigado às crianças da direita, e vou continuar os observando no futuro”, completou, referindo-se aos colegas Duval e Di Grassi.
Tom ainda recebeu homenagens. Antes da corrida, dos mecânicos da Audi na garagem. Depois, na sala de imprensa, a organização do WEC distribuiu folhas com algumas palavras que descrevem a carreira do piloto, como “Le Mans” ou “Legend” (lenda, em inglês), e os anos de suas nove vitórias nas 24 Horas.
E deve ter mais por vir… “Se vocês querem ver as verdadeiras emoções do Tom, vão à festa da Audi hoje à noite”, anunciou Duval.
O GRANDE PRÊMIO cobre 'in loco' o Mundial de Endurance em Interlagos com os repórteres Renan do Couto e Gabriel Curty e o blogueiro Rodrigo Mattar. Acompanhe o noticiário aqui.

A Porsche encerrou a temporada de retorno à classe LMP1 conquistando a primeira vitória do ano — embora lamente que também terá pontos negativos para se lembrar. Romain Dumas, Neel Jani e Marc Lieb triunfaram nas 6 Horas de São Paulo, disputadas neste domingo (30), em Interlagos, e Mark Webber sofreu um fortíssimo acidente com o outro Porsche 919 na Curva do Café a 25 minutos da bandeira quadriculada ser agitada. A última vitória da Porsche em uma corrida de protótipos fora conquistada nas 24 Horas de Le Mans de 1987, há 27 anos, pois.
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Mark Webber bateu muito forte o Porsche #20 na Curva do Café. Faltando 25 minutos para o final das 6 Horas de São Paulo, o australiano se envolveu em um acidente com a Ferrari #90 de Matteo Cressoni.
O acidente provocou a primeira intervenção de safety-car na prova brasileira, liderada pelo outro Porsche, o #14, que tem Neel Jani no comando. De acordo com a Porsche, o piloto passa bem. Ao ser removido pela maca, Webber acenou para o público.
Ainda na volta de apresentação, enquanto liderava o pelotão para a largada, Rubens Barrichello disse no rádio que ele e a equipe precisavam fazer o “arroz com feijão” na prova decisiva em Curitiba. Dito e feito. É bem verdade que Barrichello levou um pequeno susto no início, mas isso não o tirou da zona confortável para garantir a taça. E com o terceiro lugar, o ex-piloto da F1 e da Indy se sagrou campeão da Stock Car.
É o primeiro título do paulista desde a conquista da F3 Inglesa em 1991. Fora da briga pelo campeonato, Daniel Serra venceu com tranquilidade a corrida curitibana. Átila Abreu bem que tentou tirar o título de Rubens, mas acabou mesmo em segundo. Cacá Bueno foi o quarto, enquanto Allam Khodair completou o top-5.
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