Impossível de prever, processo de recuperação de Schumacher é "longo e difícil", afirma assessora

Michael Schumacher segue sem data para se recuperar do acidente de esqui que sofreu na França. De acordo com a assessora Sabine Kehm, o alemão passa por um processo delicado e, por isso, não há como estipular o período de recuperação

Ainda não há previsão para a recuperação de Michael Schumacher. A informação foi dada pela assessora Sabine Kehm à emissora alemã RTL, após o ex-piloto Philippe Streiff ter dito que o heptacampeão se encontrava em uma cadeira de rodas e sofria com problemas de memória e fala.
 
A alemã explicou que a situação é delicada e, por isso, acaba ficando impossível fazer qualquer prognóstico para data da recuperação.
 
“Não é possível dizer isso nessa situação. Ele está progredindo, apropriadamente para a complicada situação, mas vai ser um longo e difícil processo”, disse.
 
Sabine voltou a agradecer o apoio que os fãs estão dando ao alemão e aos membros de sua família.
 
“Eu só posso voltar a agradecer o apoio que a família tem recebido. Estão todos muito tocados com as mensagens de carinho”, declarou.
 
Para a assessora, o carinho dos torcedores conforta a família do heptacampeão.
 
“Eu acredito que essa energia positiva faz bem a eles. Agradecemos as mensagens vindas do mundo inteiro”, completou.
Ainda não há data para a recuperação de Michael Schumacher (Foto: Getty Images)
Schumacher sofreu um grave acidente no dia 29 de dezembro de 2013, quando esquiava na estação de Méribel, nos Alpes Franceses. O germânico estava esquiando fora de pista, uma modalidade bastante popular entre atletas mais experientes, quando caiu e bateu a cabeça em pedra.
 
Nas estações de esqui, máquinas percorrem as pistas para remover pedras e árvores e compactar o gelo. Fora de pista, entretanto, o terreno está em suas condições normais, com neve mais fofa, árvores e pedras.
 
Após o acidente, Michael foi resgatado de helicóptero e transferido para o Centro Hospitalar Universitário de Grénoble, na França, onde ficou por quase seis meses. Em meados de junho, o ex-piloto foi transferido para o Hospital Universitário de Cantão de Vaud, na Suíça, para dar sequência ao seu processo de recuperação mais próximo da casa da família.
 
 
No início de setembro, a assessoria de imprensa de Schumacher afirmou que o quadro do germânico progrediu a um ponto que o permitia ir para casa. Sabine Kehm ressaltou, entretanto, que a transferência não deveria ser entendida como uma “grande mudança em seu estado de saúde”.
 
Desde então, pouco se soube oficialmente sobre a condição de Michael. A última manifestação da família aconteceu no último dia 13, por ocasião do aniversário de 20 anos da conquista do primeiro título do heptacampeão na F1, mas se limitou a um agradecimento pelo carinho dos fãs.
BICAMPEÃO

A esperança de Nico Rosberg não durou mais de 50 metros ou 3 segundos. Sua horrível largada no GP de Abu Dhabi deste domingo (23) deu de bandeja — sem bebida alcoólica — a liderança para Lewis Hamilton. Se em nenhum momento o alemão esboçava qualquer reação, o carro passou a apresentar um problema no ERS. Já era.

A falha de Rosberg significaria nas condições normais dizer que Hamilton conquistou seu segundo título com mais uma vitória tranquila. Mas Felipe Massa estava empolgado como há tempos não se via. Com uma Williams andando no ritmo da Mercedes, tentou caçar a vitória depois de liderar a prova. Faltou pouco. Ao menos, Massa conquistou seu melhor resultado desde o GP do Japão de 2012 e o terceiro pódio na temporada.

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