A carta das equipes menores clamando por distribuição igualitária de lucros já teve resposta de Bernie Ecclestone. Nesta terça-feira (18), o chefão da F1 mostrou indignação com o uso do termo
cartel, mas apoiou os times nas críticas feitas aos motores V6 turbo e garantiu que vai dialogar com líderes das equipes em Abu Dhabi, durante a última etapa.
O britânico começou insinuando que Bob Fernley, chefe-adjunto da Force India que escreveu a carta, não sabe o que é uma formação de cartel e veementemente negou a prática na F1.
“Eu espero que ele saiba o que é um cartel. Se souber, eu queria saber de onde ele tirou que isso é um cartel. Ele está falando uma besteira completa. Realmente não sabe o que está dizendo”, disse.
Ecclestone lembrou que todos os times assinaram o contrato antes da temporada e colocou a culpa da crise nas próprias equipes.
“Eles assinaram um contrato. Eles sabem exatamente o que assinaram e qual seria o orçamento disponível para eles. Agora, nós não temos controle em cima do quanto eles querem gastar. Esse é o grande problema”, declarou.
O chefão comentou a falta de planejamento das equipes menores em cima do orçamento disponível para o campeonato.
“No mundo dos negócios, você sempre deve pensar em gastar menos do que será seu orçamento. Parece que esses times não estão seguindo exatamente o básico do mundo dos negócios”, afirmou.
Bernie Ecclestone já tratou de negar a acusação de formação de cartel (Foto: Getty Images)
Contudo, Ecclestone declarou apoio na luta contra os novos motores V6 turbo. Para o inglês, a tecnologia jamais vai chegar às ruas e nada tem a ver com a F1.
“Eu concordo 100% com eles. Eles têm o meu apoio. Eu jamais pensei que esses motores seriam os ideais para a F1. Não me entenda mal, a ideia é fantástica, foi um tremendo esforço para os engenheiros, mas nenhum carro de passeio vai usar o mesmo sistema algum dia”, completou.
Houve durante o fim de semana do GP dos EUA uma ameaça de boicote à corrida por parte das três equipes, que prometeram retomar a ideia caso saíssem do Brasil sem nenhuma solução para o futuro. A reunião de urgência pode novamente colocar o grid da F1 sob ameaça para sua decisão.
A Caterham e a Marussia foram as primeiras a serem afetadas gravemente pela crise. Ambas ficaram de fora do GP dos EUA e do GP do Brasil. O time anglo-malaio ainda
participa do GP de Abu Dhabi com o dinheiro arrecadado em uma vaquinha, mas o futuro de ambas as nanicas segue incerto.
BOLÃO GRANDE PRÊMIO EUROBIKE
A DECISÃO DA F1 EM ABU DHABI
Participe do bolão da F1 GRANDE PRÊMIO EUROBIKE: dê seus palpites para o GP de Abu Dhabi deste fim de semana que define o campeão da temporada 2014.
Será que Lewis Hamilton vai jogar pelo resultado e ser segundo colocado para ficar com o bicampeonato? E Nico Rosberg, vai para o tudo ou nada, vence e dá uma ajudinha para fazer com que Felipe Massa e companhia tentem superar o rival?
Não perca tempo e aposte já.
ENTRE O FRACASSO RETUMBANTE E A VITÓRIA EMOCIONANTE
Decidir campeonatos não é novidade para Lewis Hamilton. Em sua oitava na temporada na F1, o inglês chega à última etapa com chance de ser campeão pela quarta vez. Proporcionalmente, só Sebastian Vettel brigou por tantos campeonatos quanto ele. O fato de ter essa bagagem deixa o inglês em vantagem sobre Nico Rosberg, que pela primeira vez se encontra nessa situação.
Em 2010, Lewis foi o azarão. Embora se visse em condições matemáticas de sonhar, era apenas o quarto, atrás da dupla da Red Bull e de Fernando Alonso. Nessa corrida, foi segundo — Vettel ganhou e levou; nas outras duas ocasiões, Hamilton foi bem mal. Em uma, sofreu uma derrota retumbante. Em outra, foi campeão, mas de forma emocionante.
Leia o CONTA-GIRO com as decisões de Hamilton no GRANDE PRÊMIO.
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