Ecclestone agora nega ‘pacotão’ para salvar equipes menores e alega: "Não temos permissão"

Após informação no início da semana de que o grupo CVC, acionista majoritário da F1, faria "pacotão" com pagamento extra para equipes pequenas, Bernie Ecclestone nega a ação e diz que equipes maiores deveriam dividir a quantia

Se a F1 está passando por uma grande crise financeira, Bernie Ecclestone não acredita que ela tenha tamanha proporção. Neste sábado (8), o chefão da categoria negou qualquer possibilidade de o grupo CVC, acionista majoritário da F1, fornecer uma quantia para ajudar as equipes que necessitam de grana.
 
No início da semana, foi divulgado um pagamento extra de cerca de € 130 milhões (ou R$ 400 mi) para ajudar Force India, Lotus e Sauber a permanecerem no esporte. Mas agora Ecclestone pretende melar o negócio, afirmando que os times maiores devem dividir a quantia.
 
“Não temos permissão. A única maneira disso acontecer seria se as equipes concordassem em dividir seu dinheiro. Eles arrecadam quase um bilhão, então talvez eles possam fazer uma ‘vaquinha’ entre eles”, disse.
Bernie Ecclestone (Foto: Getty Images)
Para evitar o mesmo fim da Marussia, que se retirou da temporada e não correrá no Brasil e em Abu Dhabi, a Caterham organizou uma ‘vaquinha’ online para tentar arrecadar fundos suficientes para disputar a última corrida do ano.
 
Porém, para o chefão da F1, a atitude tomada pela equipe inglesa é inaceitável, pois apenas permanece no esporte quem tem meios de se manter sozinho. “Acredito que é um desastre”, afirmou.
 
“Não queremos ninguém implorando. Caso alguém não consiga se manter na F1, então que procure outra coisa para fazer. Se eu me sento em uma mesa de pôquer e não tenho o dinheiro para me manter lá com as outras pessoas, eu sou obrigado a sair”, encerrou.

O não depósito do dinheiro da CVC certamente vai reabrir as discussões e colocar as equipes menores em ponto de ameaçar um novo boicote. A Lotus havia deixado claro que queria uma solução até o fim de semana do GP do Brasil. Assim, o risco de ver um grid enxuto em Abu Dhabi volta a existir. 

SOBERANIA 

Nico Rosberg é, com todos os méritos, o pole do GP do Brasil deste ano. Com um desempenho notável e imbativel, o alemão da Mercedes corroborou o que se esperava dele e de um candidato ao título para ficar com o primeiro lugar no grid em Interlagos. É a décima vez que Rosberg sai na frente nesta temporada. Lewis Hamilton larga a seu lado, com um tempo 0s033 atrás.

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Felipe Massa teve ótimo desempenho e larga na terceira posição. Seu companheiro, Valtteri Bottas, é o quarto no grid.

Leia a reportagem completa da classificação do GP do Brasil no GRANDE PRÊMIO.

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