Horner culpa baixo downforce e falta de aderência por “corrida de duas metades” de Vettel nos Estados Unidos
Após primeira parte muito ruim na prova do Circuito das Américas em Austin, no Texas, Sebastian Vettel se recuperou e conseguiu terminar com a sétima colocação. Para o chefe da Red Bull, Christian Horner, culpado foi downforce muito baixo com que carro foi ajustado
A justificativa para a péssima primeira parte do GP dos Estados Unidos feito por Sebastian Vettel no último domingo (2) foi um downforce muito baixo com o qual o carro estava ajustado desde os treinos, de acordo com o chefe da Red Bull, Christian Horner. Dessa forma, o tetracampeão mundial acabou com pouca aderência e muita dificuldade.
Vettel esteve nas últimas posições desde a largada, dos boxes, mas com uma mudança de estratégia conseguiu sair do buraco e se tornar o mais rápido da pista nas voltas finais, conseguindo cruzar a quadriculada na sétima colocação.
"Foi uma corrida de duas metades para Seb. A primeira metade não foi competitiva, e ele estava tendo dificuldades para igualar os tempos das Sauber e das Force India, mas depois as coisas viveram para ele", disse Horner.

Sebastian Vettel terminou com o sétimo lugar do GP dos Estados Unidos (Foto: Getty Images)
"Fomos de um downforce muito baixo que ele estava trabalhando no treino. Mas creio que quando ele ficou no ar sujo, não conseguiu aderência. Teve um efeito ruim no carro. Foi só depois da parada, quando ele colocou pneus novos, que o equilíbrio acertou para ele", seguiu.
Com rendimento melhor usando os pneus duros, o #1 não planejava utilizar pneus macios por muito tempo. Durante o safety-car, se viu com chances de fazer algo diferente. Vettel foi aos boxes, colocou pneus macios e no giro seguinte retornou para recolocar pneus duros, então mais novos e impulsionando o carro a ficar mais rápido que os concorrentes, já de compostos gastos.
"Paramos porque não pretendíamos usar pneus médios de novo. Iríamos efetivamente fazer uma corrida com duas metades. Então, resolvemos mudar porque Seb não perdeu espaço atrás do safety-car. Tiramos o pneu do caminho sem perder qualquer tempo, mas a degradação no pneu duro era alta e tinha um risco de não terminar", falou o chefe.
"Então, foi por isso que decidimos colocar um composto de pneus macios com oito voltas para o final e em seguida voltar onde estiávamos. Era o jeito mais seguro de terminar a prova", encerrou.
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