Sem poder correr, Ericsson viaja a Austin e negocia vaga na Sauber para temporada 2015 por R$ 50 milhões
Marcus Ericsson ficou na mão diante da pindaíba da Caterham, mas apareceu em Austin. A presença no paddock logo ergueu os olhos para suas intenções, que logo ficaram claras: conversas adiantadas com a Sauber, segundo o jornal suíço 'Blick'
A presença de Marcus Ericsson em Austin, em um primeiro momento, deixou o paddock da F1 confuso, afinal a Caterham não vai participar do GP dos EUA nem do Brasil. Mas a movimentação sua e seu empresário nos boxes logo deixava clara a intenção: uma vaga em 2015. E o abastado piloto sueco já tem bem próximo um acordo, segundo o jornal suíço 'Blick'.
Os olhos de Ericsson encontraram na Sauber um lugar ideal. Primeiro porque une a fome à vontade de comer: o time helvético também pena para sobreviver, tal qual o time verde e a Marussia, outra que falta neste fim de semana. E também porque não há outro lugar tão vistoso assim que queira receber o piloto que não é lá muito bem visto por sua habilidade.

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O 'Blick' fala em uma quantia considerável: CRF 20 milhões (francos), cerca de R$ 50 milhões. Seria uma ajuda e tanto para o time de Monisha Kaltenborn e Peter Sauber, zerado no Mundial de Construtores por conta do lento carro construído para esta temporada. Para se ter uma ideia, fala-se que Ericsson pagou à Caterham algo em torno de R$ 30 milhões para correr na temporada.
Para ficar com uma vaga na Sauber, Ericsson tem de tirar um dos atuais titulares, Adrian Sutil ou Esteban Gutiérrez. É o segundo quem leva algum aporte financeiro atrelado à mexicana Claro, de Carlos Slim. Mas a briga ali é boa, porque Giedo van der Garde, o reserva imediato, também tem bala na agulha. E tem também Felipe Nasr e seus patrocinadores brasileiros dispostos a investir pesado.
Ericsson tem como melhor resultado neste Mundial um 11º lugar que conseguiu em Mônaco pela Caterham. Neste fim de semana, assiste de camarote ao 17º GP da temporada, e o GRANDE PRÊMIO cobre todos as atividades em pista a partir das 13h (de Brasília) desta sexta-feira (31). Com a ausência de Caterham e Marussia, a classificação que define o grid de largada em Austin vai ser dividida no esquema 4-4-10.

O começo do colapso das equipes nanicas da F1 começou com os visíveis problemas da Caterham ao longo da temporada. Sem fazer um carro capaz de brigar por pontos e vendo a Marussia marcar 2 com Jules Bianchi no GP de Mônaco, Tony Fernandes se livrou da bucha. Só que os novos compradores, passados três meses, também largaram mão, alegando que o antigo dono não efetuou a negociação conforme o planejado, isto é, repassando as ações. Fernandes explicou que nenhuma garantia do negócio lhe foi dada, mas que também não queria a equipe. Resultado: a Alta Corte Britânica entrou na jogada.
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