Planejando vender parte das ações da F1, CVC decide tirar Ecclestone do comando da categoria, revela jornal britânico

De acordo com o jornal inglês ‘The Guardian’, o grupo CVC acredita que Bernie Ecclestone acabará prejudicando os negócios mesmo que vença a batalha judicial que enfrenta na Alemanha e entende que o esporte precisa de uma “mudança radical na forma como é promovido”

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O reinado de Bernie Ecclestone no comando do Mundial de F1 pode estar com os dias contados. De acordo com reportagem do jornal britânico ‘The Guardian’, o grupo de investimento CVC decidiu que o dirigente de 83 anos deve ser afastado de vez da categoria mesmo que vença a batalha judicial que enfrenta na Alemanha.

Segundo a publicação, os chefes do CVC pretendem vender parte das ações da F1 que controlam e entendem que a desgastada imagem de Ecclestone não vai ajudar nas negociações que vão acontecer no futuro. Além disso, pensam que é preciso mudar a forma como a categoria é promovida, algo que Bernie vem se negando a fazer.

Bernie Ecclestone não conta mais com o apoio incondicional do CVC (Foto: Getty Images)

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Desde o início do ano, Ecclestone está sendo julgado na Alemanha por ter subornado o banqueiro Gerhard Gribkowsky na transação que resultou na compra das ações da F1 pelo CVC. Ele nega ter cometido suborno e alega que foi chantageado pelo germânico.

No início do caso, o CVC já tratou de tirar os ‘poderes absolutos’ que Bernie antes tinha para tomar as decisões envolvendo o Mundial. Agora, segundo o ‘The Guardian’, estão certos de que a receita federal do Reino Unido vai continuar fazendo muitas perguntas ao ex-dono da Brabham mesmo se ele ganhar a disputa na corte de Munique.

 O jornal destaca que a F1 tem um faturamento de quase R$ 4 bilhões e, ainda assim, não conta com um departamento de marketing. Diante da queda de audiência das transmissões pela TV e da recusa de Ecclestone a aderir às novas mídias, o CVC viu outra razão para afastá-lo de vez do comando.

Essa teimosia do dirigente, aliás, é tema da reportagem de capa da REVISTA WARM UP deste mês, que mostra como ele rema contra a maré ao ignorar o mundo da internet enquanto chefes de equipe e pilotos se mostram favoráveis à imersão a essa nova realidade.

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A identidade do sucessor de Ecclestone é desconhecida pelo ‘The Guardian’, mas a matéria garante que não se trata de Christian Horner, chefe da F1, já que a percepção é que ele não possui experiência suficiente no mundo corporativo para assumir a função.

Piloto frustrado e hábil vendedor de carros na juventude em Londres, Ecclestone manda e desmanda na F1 desde o início da década de 1970, quando comprou a equipe Brabham do antigo dono Ron Tauranac. Na época, ele assumiu a liderança da Associação dos Construtores nas negociações com os circuitos e as emissoras de TV que queriam transmitir as corridas. Após a temporada 1987, decidiu abrir mão da equipe para comprar de vez os direitos comerciais do Mundial de F1 e se tornar o homem-forte da categoria.

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