Ferrari demonstra pouco otimismo para restante de temporada, mas fala em dar "grande passo" para 2015

A Ferrari reconheceu que é impossível reduzir a diferença para a Mercedes neste ano. A equipe entende, chefe e pilotos, que o motor é a parte mais complicada no momento

A Ferrari admitiu que será impossível reduzir a diferença para a Mercedes em 2014. Tanto o chefe da equipe italiana, Marco Mattiacci, quanto os dois pilotos, Fernando Alonso e Kimi Räikkönen, manifestaram pouco otimismo em uma virada ferrarista neste ano, não só por conta da grande vantagem da esquadra prateada, mas também devido ao regulamento.

A regra do congelamento dos motores da F1, de acordo com o dirigente de Maranello, é um dos principais entraves. As unidades já foram homologadas pela FIA antes do início da temporada e os únicos ajustes permitidos são com relação à segurança e à confiabilidade.

Ferrari entende que só em 2015 será possível se aproximar da Mercedes (Foto: Getty Images)

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"O regulamento não permite um trabalho mais radical para que seja possível tirar essa diferença. O que podemos fazer agora é trabalhar com a confiabilidade", disse o chefe da esquadra italiana, logo após a corrida na Áustria, disputada no último domingo (22).

Já Räikkönen evitou discussões sobre a influência do regulamento no desempenho geral da equipe vermelha nessas primeiras oito provas do ano e entende que a performance ainda é "mais ou menos a mesma" do início da temporada. Ainda assim, o campeão de 2007 acha que o ponto mais fraco da F14T é mesmo o motor.

"Estamos mais ou menos no mesmo lugar. Acho que depende muito da pista, mas isso acontece também com outras equipes. Por outro lado, nós precisamos de melhorias muito maiores no motor e na parte aerodinâmica no momento. Só assim conseguiremos alcançar a Mercedes", explicou o finlandês, que terminou a prova austríaca em décimo, depois de enfrentar sérios problemas de freios.

Quinto colocado no Red Bull Ring, Alonso foi o mais otimista dos três, mas apenas quando o assunto é 2015. O espanhol entende que a esquadra vermelha pode dar a volta por cima. "Em um ano, muita coisa pode acontecer e já vimos alguns casos nos últimos anos. Neste ano, especialmente, tudo ainda é muito novo, por isso espero que em 2015 a gente consiga dar um grande passo adiante", afirmou o asturiano.

"Definitivamente, a equipe começou o ano em um nível mais baixo e ainda tem margem para melhora. Então, temos chance de ainda tirar alguma diferente", acrescentou.

Perguntando pelo GRANDE PRÊMIO de quanto tempo a Ferrari ainda precisa para alcançar a Mercedes, o bicampeão respondeu: "Muito tempo. Precisamos de mais tempo. Não é um trabalho que você faz de um dia para outro, mas a nossa intenção é chegar lá. O carro melhorou, mas precisamos trabalhar ainda mais para tirar a diferença. Todos os outros times estão trabalhando também, inclusive nós, mas temos os recursos necessários, a tecnologia para alcançarmos os nossos rivais", acrescentou.

Mattiacci, por fim, disse que, apesar dos problemas, a equipe está trabalhando duro para o próximo ano. "Estamos entendendo melhor as nossas fraquezas e estamos trabalhando nisso. Mas também temos um planejamento, uma estratégia, mas estamos guardando isso para nós. Não quero dar nenhuma vantagem aos nossos adversários", concluiu o dirigente.

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