Renault se defende de acusação de teste secreto com Toro Rosso e diz que apenas trabalhou no dinamômetro

Uma carta anônima enviada à FIA, à Ferrari e a Mercedes denunciou um teste secreto realizado pela Renault junto da Toro Rosso em uma fábrica na cidade austríaca de Graz. A montadora francesa se defendeu e explicou que suas instalações em Viry-Chatillion estavam lotadas

Uma reportagem do jornal alemão ‘Bild’ trouxe de volta o termo “teste secreto” ao noticiário da F1. Um ano depois da polêmica que envolveu a Mercedes e a Pirelli em Barcelona, na Espanha, os acusados da vez são a Renault e a Red Bull, por meio da equipe satélite Toro Rosso. E a montadora francesa negou que foram cometidas irregularidades.

De acordo com a matéria, uma carta anônima foi enviada à FIA, à Ferrari e à Mercedes denunciando a irregularidade. O texto diz que uma atividade aconteceu em uma pista indoor na fábrica da AVL em Graz, na Áustria, com um carro da Toro Rosso e o piloto português António Félix da Costa. Foram seis dias de trabalhos após a última bateria de testes de inverno, no início de março, no Bahrein.

Toro Rosso foi acusada de realizar teste secreto com a Renault em março (Fotos: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

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Rémi Taffin, diretor de operações de pista da Renault, afirmou que as instalações onde são construídos os motores franceses em Viry-Chatillion estavam lotadas e era preciso encontrar formas de trabalhar mais para correr atrás da enorme desvantagem notada na pré-temporada.

“Até onde sabemos, era para apoiar a Toro Rosso e tentar achar mais um jeito de diminuir a lacuna que tínhamos naquele ponto. Quaisquer dinamômetros que estavam disponíveis nós poderíamos usar, então aproveitamos a oportunidade. Era apenas uma tentativa de conseguir mais dinamômetros do que temos em Viry”, afirmou.

A carta anônima ainda indicava que chegou a haver um incêndio em um carro, o que também foi negado por Taffin. “Tivemos um incidente com o motor, mas nada como um incêndio”, disse. Ainda segundo Taffin, a Renault não guarda um registro de todos os testes de dinamômetro que realiza porque são muitos e eles estão previstos na programação da fabricante.

A FIA falou que está investigando a acusação e não vai se pronunciar até ter em mãos todos os detalhes do caso.

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