Coluna Punta-Taco, por Francis Trennepohl: O maior espetáculo da terra!

Na abertura da temporada 2013 do Catarinense de Terra haviam 36 pilotos inscritos e o público foi de aproximadamente 800 pagantes. Já na última etapa, realizada em maio de 2014, foram 144 pilotos inscritos e público superior a 8 mil pagantes. Não é milagre, não é mágica e não é feitiço, é simplesmente todos estarem remando juntos

A reivindicação da comunidade automobilística para que Santa Catarina tenha uma pista de asfalto é antiga e infelizmente ainda não saiu do papel, mas se por um lado há uma certa frustração por existir esta lacuna, por outro há um renascimento encorpado e robusto das provas na terra no estado.

Quando me refiro a renascimento, não significa que o Catarinense de Terra “morreu” ou foi interrompido, mas sim passou por um período extremamente delicado e não é exagero nenhum dizer que estava na UTI, sobrevivendo com a ajuda de aparelhos, quadro revertido com diversas ações, mudanças de atitudes e pessoas e o principal de tudo: a valorização de quem realmente faz o espetáculo, pilotos e equipes! Por tabela, isso “respingou” no público, que em alguns dos autódromos, aumentou de forma espetacular.

Grid da etapa de Lontras do Catarinense de Terra (Foto: Jimmi Torres/Barulho de Motor)

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Só para efeitos ilustrativos e comparativos do que significaram todas essas mudanças, na abertura da temporada 2013 haviam 36 pilotos inscritos e o público foi de aproximadamente 800 pagantes. Já na última etapa, realizada em maio de 2014, foram 144 pilotos inscritos e público superior a 8 mil pagantes. Não é milagre, não é mágica e não é feitiço, é simplesmente todos estarem remando juntos e todas as partes envolvidas terem o mesmo peso e o mesmo valor, sem estrelismos e sem aquela velha história de tudo ser enfiado goela abaixo e os pilotos ficarem quietos. Todos tem a consciência que estão no mesmo barco.

É bem verdade que ainda há margem para algumas coisas serem melhoradas, aprimoradas e lapidadas, o que é perfeitamente normal em tudo na vida, mas diante do quadro anterior em que se encontrava o campeonato, é para se comemorar e muito o atual momento.

Um detalhe importante a ser levado em consideração nesta crescente em que o Catarinense de Terra está passando é que não é apenas quantidade de pilotos e equipes, mas sim a qualidade dos mesmos. Na categoria Marcas “A”, a top para os carros de 1.600cc, somando os títulos estaduais e nacionais que os pilotos possuem ultrapassamos facilmente dos 25 triunfos, enquanto que se analisarmos o currículo das equipes só nesta categoria, os preparadores possuem mais de 60 títulos entre estaduais e nacionais de terra e asfalto.

São números que enchem os olhos de qualquer fã da velocidade e faz com que centenas de aficcionados atravessem o estado catarinense para acompanhar de pertinho todas as provas.

Talvez um dia a “grande mídia” nacional acorde e veja o potencial que há nos campeonatos de Velocidade na Terra, seja em Santa Catarina, no Paraná, na Bahia, no Rio Grande do Sul, em São Paulo ou no Mato Grosso do Sul.

Na poeira se faz o maior espetáculo da terra!

Vista aérea do interessante circuito de terra na cidade de Lontras (Foto: Divulgação/Automóvel Clube de Lontras)
Pista recebeu etapa do Catarinense (Foto: Divulgação/Automóvel Clube de Lontras)

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