FIA ignora crise com Ucrânia e garante realização do GP da Rússia: “Não temos razão para reconsiderar”
Falando à imprensa em Barcelona, Jean Todt, presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), afirmou que o GP da Rússia segue adiante apesar da crise na Ucrânia
Apesar da crise com a Ucrânia, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) não desiste de realizar o GP da Rússia de F1. A prova inaugural no circuito de Sochi está marcada para o dia 12 de outubro.
A tensão na região começou em novembro do ano passado, quando o então presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, decidiu não assinar um acordo de cooperação com a União Europeia, priorizando as relações com a Rússia. Em troca, recebeu do governo de Vladimir Putin a promessa de um pacote de ajuda de US$ 15 bilhões, além da redução do preço do gás importado do país vizinho.

Jean Todt, presidente da FIA, garantiu realização do GP da Rússia (Foto: Getty Images)
Insatisfeitos, os manifestantes ganharam as ruas de Kiev, mas o governo aprovou leis que limitavam os protestos, reprimindo com violência a ocupação de ruas e prédios públicos. Em fevereiro, o confronto entre ativistas e as forças de segurança deixaram ao menos 82 mortos.
A crise resultou na queda de Yanukovich, mas a população das regiões leste e sul do país, especialmente na Crimeia, decidiu protestar contra o que entendeu como um golpe de Estado em Kiev. A Crimeia, onde a maioria da população tem origem russa, acabou sendo anexada pela Rússia em março.
União Europeia e Estados Unidos aplicaram inúmeras sanções a Moscou, mas a Rússia não retrocedeu. No último fim de semana, as regiões de Donetsk e Lugansk, ambas no leste da Ucrânia, realizaram referendos onde a população local expressou seu desejo de independência.
O Kremlin não apoiou publicamente a independência dessas regiões, tampouco sua absorção pela Rússia, mas afirmou que os referendos reforçam a necessidade de os governos pró-ocidental e os separatistas do leste abrirem as negociações.
Apesar do momento tumultuado, Jean Todt, presidente de FIA, garante que não há planos para alterar a programação da F1. “No momento, não há mudança no calendário. A Rússia continua”.
Questionado pela revista britânica ‘Autosport’ sobre a posição da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), que decidiu cancelar a etapa do Mundial de Superbike que aconteceria em Moscou em setembro, Todt respondeu: “Estou confortável com o que a FIM está fazendo, claro, mas, no momento, nós não temos nenhuma razão para reconsiderar qualquer corrida que temos no calendário”.
“Falamos com pessoas que estão envolvidas em tudo isso, mas, no momento, não temos nada que possa alterar a sequência do calendário”, continuou.
Em sua decisão de cancelar a etapa de Moscou do Mundial de Superbike, a FIM admitiu que a mudança foi resultado dos conflitos na região. “A atual situação política afeta as capacidades de muitas companhias parceiras que são chave para a realização do evento”, disse a entidade em um comunicado.
O GRANDE PRÊMIO cobre 'in loco' os testes da F1 em Barcelona com o repórter Renan do Couto e o fotógrafo Xavi Bonilla. Para acompanhar todo o noticiário, clique aqui.
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