O segundo e último dia de testes da F1 no Bahrein testemunhou o mesmo cenário visto em praticamente todas as atividades da temporada 2014: mais domínio da Mercedes.
Lewis Hamilton foi o mais rápido desta quarta-feira (9) em Sakhir, e de forma quase desmoralizante para as demais equipes: além de ter sido de longe o piloto que mais andou, com 118 voltas, seu melhor tempo – 1min34s136 – foi 1s4 mais veloz que o do segundo colocado, Jean-Éric Vergne, que fez 63 voltas com a Toro Rosso.
Lewis Hamilton liderou o último dia de testes no Bahrein (Foto: Getty Images)
Kevin Magnussen colocou a McLaren na terceira colocação, mas com um tempo já mais de 2s acima da marca do líder da sessão. Sergio Pérez foi o quarto, seguido por Daniel Ricciardo, da Red Bull, e por um improvável Jules Bianchi, que completou 93 giros com sua Marussia e acabou com o sexto melhor tempo do dia.
Além do carro #17 da equipe russa, ainda houve uma Sauber, a de Giedo van der Garde, à frente da única Ferrari, de Fernando Alonso, que fez só 12 voltas e abandonou o teste pela manhã por conta de um problema no chassi. Marcus Ericsson, da Caterham, Felipe Nasr, da Williams, e Romain Grosjean, da Lotus, completaram os 11 tempos desta sessão. O francês tomou ‘apenas’ 9s5 de Hamilton.
Confira as declarações dos pilotos após o último dia de testes no Bahrein:
RED BULL
Daniel Ricciardo, quinto: “Tivemos alguns problemas nesta manhã, o que limitou nosso trabalho, mas à tarde foi muito melhor. Recolhemos uma grande quantidade de dados para os caras da aerodinâmica, por isso não fizemos verdadeiros testes de desempenho. Ao final do dia, andamos com pneus médios e testamos algumas mudanças, como ontem. Então, não foi realmente um dia para ser rápido, mas para as pessoas na fábrica e para os caras por trás dos laptops.”
MARUSSIA
Jules Bianchi, sexto: "Foi um dia muito positivo, estou satisfeito em ter conseguido tanta milhagem – a segunda maior entre todos os times. O que aprendemos será útil agora e no futuro, mas estou esperançoso de ver um bom resultado já na China, pois estamos fazendo pequenas mudanças e dando passos importantes. Temos de continuar avançando assim."
SAUBER
Giedo van der Garde, sétimo: “Em suma, foi um dia positivo. Infelizmente, só pudemos completar algumas voltas antes da pausa para o almoço. No entanto, no período da tarde, pudemos começar nosso programa de testes, e acho que fizemos muito trabalho hoje. Para mim, foi bom estar de volta ao carro. Tive a chance de pilotá-lo durante todo o dia, em comparação com as 20 voltas que fiz no treino livre 1 na última sexta-feira. Estou satisfeito com onde estamos agora. Além disso, acho que o desempenho em long runs também foi muito bom. Estou feliz por ter a chance de guiar o C33 de novo, e estou ansioso para voltar ao carro para o TL1 na China.”
Marcus Ericsson foi o nono do dia (Foto: Getty Images)
CATERHAM
Marcus Ericsson, nono: “Foi uma sessão boa pela manhã, trabalhando em um programa que começou com avaliação aerodinâmica e, em seguida, passou por alguns trabalhos sobre o sistema de freios, o que nos deu muitas informações interessantes. Realmente não tivemos nenhum problema, por isso fomos capazes de realizar a maior parte do programa pela manhã. Na parte da tarde, fizemos alguns testes na asa traseira, com mais trabalho aerodinâmico, e depois fizemos long runs, mas em minha 13ª saída tivemos um problema que fez o carro parar na curva oito. Identificamos um problema elétrico no ERS, mas não tivemos tempo suficiente para corrigi-lo e sair de novo, então foi o fim do teste. Mesmo com este problema, todos estão razoavelmente satisfeitos com o que conseguimos. Temos muito mais informações para trabalhar na fábrica antes da China.”
WILLIAMS
Felipe Nasr, décimo: “Hoje dedicamos nosso dia ao trabalho com os pneus Pirelli da próxima temporada. Trabalhamos com muitos compostos novos, e foi mais um dia produtivo para que eu aprendesse os processos e a sensação de pilotar um carro de F1. Fazer um teste de pneus significa que você pode leva-los ao extremo, o que foi uma boa experiência. Também experimentei as diferenças entre cada tipo de composto e como eles afetam o carro e o equilíbrio. Guiar um F1 sem usar os cobertores térmicos nos pneus foi uma das coisas mais interessantes, já que é muito difícil levá-los até a temperatura ideal, mesmo no calor do Bahrein, o que será ainda mais desafiador em pistas como Silverstone ou Spa-Francorchamps.”
LOTUS
Romain Grosjean, 11º: “Estávamos esperando por um bom dia de testes hoje, com um programa baseado no trabalho aerodinâmico. Infelizmente, lutamos com problemas na unidade de força desde o início, mesmo quando o carro foi capaz de correr. Felizmente, conseguimos realizar alguns trabalhos aerodinâmicos, então coletamos alguns dados úteis. No entanto, ficou muito aquém do que queríamos alcançar. Vamos analisar os dados coletados para nos ajudar a obter uma melhor compreensão do carro, para que possamos avançar na China.”
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