Chefe da Red Bull teme que corridas possam ser decididas pelo fluxômetro e pede mudanças
Christian Horner, chefe da Red Bull, pediu mudanças com relação à forma como é feita a mediação do fluxo de combustível e afirmou que teme que as corridas possam ser definidas pelo fluxômetro
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Chefe de equipe da Red Bull, Christian Horner teme que mais equipes possam ser punidas pela FIA por conta de problemas com os sensores de fluxo de combustível, o que acabaria por decidir os resultados das corridas. De acordo com o novo regulamento, a taxa de fluxo de combustível é limitada em 100 kg/h, sendo que o controle desse número é feito por sensores homologados pela FIA, mas operados pelas equipes.
Durante o primeiro fim de semana de corrida em 2014, na Austrália, a esquadra austríaca enfrentou diversos problemas com o fluxômetro, chegou a trocar o equipamento entre os treinos livres e a classificação, mas acabou mesmo usando os próprios dados para o controle do fluxo durante a etapa em Melbourne.
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Após o fim da corrida, a verificação técnica constatou que o fluxo de combustível no carro de Daniel Ricciardo excedeu o limite, o que provocou a desclassificação do australiano, segundo colocado da prova. Os atuais campeões já entraram com recurso contra a decisão dos comissários da FIA e uma audiência no Tribunal de Apelação da entidade está marcada para 14 de abril.
"Temos de encontrar um método confiável para medir o fluxo de combustível, especialmente porque a margem é pequena e a performance é significativa", disse o britânico em entrevista à revista 'Autosport'.
"Dependendo da calibração do sensor, isso pode determinar a competitividade, o que é completamente errado. As equipes vão acabar comprando centenas de sensores, para tentar encontrar o melhor. Isso é como no kart, onde você procura os melhores carburadores", completou.
"Nós sabemos que os sensores de combustível de alguns carros não funcionaram tão bem em Melbourne, por isso precisamos encontrar uma maneira melhor de fazer isso e ter confiança nos dados da FIA. Acho que os técnicos precisam encontrar uma solução, porque há muita coisa em jogo e não podemos depender de um sensor", acrescentou. "A F1 custa milhões e milhões de libras, afinal de contas", encerrou.
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