Sem completar programa de testes, Renault olha para copo meio cheio: “Fizemos um pouco de tudo”
Se os problemas técnicos não deixaram a Renault testar tudo o que queria na pré-temporada da F1 2014, a montadora francesa consegue enxergar um lado positivo e pretende usar as semanas que antecedem o GP da Austrália para calibrar melhor o software de sua unidade de força
Não foi nada fácil a pré-temporada da Renault, que teve de correr contra o tempo para resolver os muitos problemas de sua unidade de força – e ainda precisa fazer mais neste sentido. E a fabricante admitiu que as falhas técnicas não permitiram que ela realizasse todos os testes que desejava, mas pelo menos deu para avaliar “um pouco de tudo”.
Vice-diretor da Renault, Rob White olhou para o copo meio cheio ao analisar a última semana de treinos coletivos da F1 no Bahrein. No resultado combinado dos oito dias de atividades em Sakhir, o melhor piloto impulsionado por uma unidade de força francesa foi Jean-Éric Vergne, da Toro Rosso, 11º colocado.
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“Não podemos fugir do fato de que não completamos todo o programa com todas as equipes e que alguns preparativos para Melbourne estão incompletos. Pelo lado positivo, fizemos um pouco de tudo com simulações de classificação e corrida, largadas, long-runs e é justo dizer que fizemos um progresso real”, comentou o dirigente.
“Nós curamos ou encontramos a cura para alguns dos problemas que havíamos identificado antes. Novos problemas foram descobertos à medida que fomos andando mais foram acrescentados à lista de itens não-resolvidos, o que pode ser desapontador para os nossos times”, disse.
White afirmou que o principal problema da pré-temporada foi que pequenas falhas se tornavam grande, custando muito tempo de pista. “Isso é um exemplo da imaturidade da nossa unidade de força: nós não temos todos os modos de segurança que consideraríamos normais neste estágio”, admitiu.
Daqui até o GP da Austrália, no dia 16 de março, a Renault trabalhará na compreensão dos dados coletados na pré-temporada e tentará aprimorar o torque de seu motor V6 turbo 1.6 L. “Isso vai incluir o software e um trabalho de calibragem, com o simulador e o dinamômetro”, falou.
White ainda explicou que, feito tudo isso, será preciso construir todas as unidades de força que serão entregues a Red Bull, Toro Rosso, Lotus e Caterham em Melbourne. Esse trabalho será concluído no início da próxima semana.
Diante do drama vivido no último mês, White espera que, em Melbourne, suas equipes consigam ter um fim de semana “normal”. “Seria um grande alívio”, declarou.
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