Alonso reclama de F1 confusa e sem consistência e vê futebol como exemplo quanto à estabilidade das regras

Embora diga que tenha prazer em estar na F1, Fernando Alonso, vez ou outra, dá sinais de cansaço com o atual estágio da categoria. Insatisfeito com as várias mudanças no regulamento do certame, o bicampeão enxerga o esporte confuso e sem consistência. Na sua visão, a F1 deveria ser mais desafiadora, como na década passada

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Fernando Alonso mostra que sua satisfação em estar na F1 diz mais respeito à pilotagem dos carros da categoria do que ao esporte em si. O bicampeão do mundo, que segue como piloto da McLaren para cumprir seu contrato até o fim de 2017, criticou a falta de estabilidade nas regras da categoria. E traçou um paralelo com um esporte conhecido justamente por mudar muito pouco desde sua criação, o futebol.
 
Alonso também se mostrou um saudosista, afirmando que a F1 era melhor quando fez sua estreia na categoria, na década passada, do que nos tempos atuais, sobretudo após a adoção da nova ‘Era Turbo’, em 2014.
 
“Às vezes queremos melhorar as coisas que já são boas e isso é um problema. No futebol, apesar das muitas partidas chatas, de 0x0, as regras não mudam a cada semana, seja na área de pênalti, tampouco colocam dois goleiros, porque o esporte é assim”, salientou o piloto campeão do mundo em 2005 e 2006. 

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Alonso entende que a F1 atual é menos desafiadora em relação à década passada (Foto: Getty Images)
“Acho que tivemos uma era fantástica com os V10 e os V8, e às vezes, por segurança, é preciso mudar e melhorar, mas parece que sempre estávamos mais felizes com o que havia antes em relação ao que temos agora”, disse Alonso.
 
Fernando reiterou seu amor pelo esporte em si, mas não está satisfeito com os rumos que a categoria vem trilhando nos últimos anos.
 

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“Ainda amos os carros, o esporte e sigo curtindo estar aqui. Mas, para ser sincero, nos últimos anos a emoção da ‘Era Turbo’ foi um pouco pior. O ronco dos motores, os tempos de volta, a economia de combustível e dos pneus reduziram a emoção, [a F1] não é tão poderosa como era em 2004”, avaliou Alonso, que considerou a F1 de hoje bem menos desafiadora e exigente em relação à década passada.

 
“Eu me lembro do primeiro teste, e após 60 voltas eu estava morto, inclusive à noite a cabeça doía muito porque houve muita carga no pescoço e não pude dormir na horizontal. Mas agora você roda fácil 160 voltas. Falta consistência ao esporte como um todo, bem como o tema dos rádios: agora sim, agora não, volta ao normal… parece que estamos numa espiral e isso é muito confuso para todos”, lamentou o veterano piloto.
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