Sem condições de mostrar talento com Sauber à beira do caos, Nasr pressiona equipe e tenta garantir futuro na F1
Felipe Nasr não faz a melhor temporada do mundo. Seu nível de pilotagem, em geral, não tem sido alto. Mas mesmo quando foi, não conseguiu ir muito longe. A Sauber, que financeiramente estrebuchou e se salvou, tem um carro terrível e que coloca a carreira do piloto de brasileiro em risco. Felipe está pressionado e pressiona a Sauber para tentar salvar sua pele
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O 2016 de Felipe Nasr é um tanto quanto definidor na carreira do piloto brasileiro. Pode representar um fim precoce e um tanto injusto ou a resistência de alguém que acabou perdido na bagunça de uma equipe que viu a morte de perto. Nasr encanta o mundo com suas pilotagens? Esse jamais foi o caso. Mas Felipe merece, sim, uma chance melhor de provar que deve estar na F1. A Sauber não o ajuda.
O ano já começou com atraso na apresentação do C35 e salários que demoravam a ser pagos. Conforme os meses se alongavam em Hinwil e as pequenas reclamações por calotes dos patrocinadores se acumulavam, a única esperança dos pilotos era que o carro fosse bem nascido novamente. Mas a sorte não apareceu em dois anos seguidos. Não apenas o carro não era ruim, mas apenas um chassi estava pronto. E, por fim, a Sauber perdera o posto de principal parceira da Ferrari para a Haas.


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A Sauber é a melhor chance de Nasr. A própria Renault afirmou, semana passada, que quer pilotos habilidosos e carismáticos. Pode parecer besteira ou uma inserção sensacionalista tratar da personalidade de um piloto, mas muito claramente não é. É uma preocupação real das equipes, sobretudo uma equipe de fábrica com um teto tão alto. Nasr, que desculpe a sinceridade, não é carismático. Está longe disso. É uma figura pálida e que tem dificuldade de despertar qualquer tipo de sensação no fã médio da F1 mesmo quando está nervoso. Se fosse um super talento inconteste, seria uma história. Não é o caso.
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