Arquivos do DEOPS revelam que Senna foi ‘fichado’ por ameaça de sequestro do Comando Vermelho
Ameaça de sequestro no fim de 1990 levou Departamento Especial de Ordem Política e Social a fichar Ayrton Senna, que não era considerado ameaça ao regime militar – ainda que a ditadura já tivesse acabado na prática havia cinco anos
A abertura dos arquivos dos tempos da ditadura – e pós – ao público revelou nesta segunda-feira (1) que Ayrton Senna foi uma quase 2 milhões de personalidades fichadas pelo DEOPS – Departamento Especial de Ordem Política e Social –, órgão criado na década de 20 do século passado para “prevenir e reprimir delitos considerados de ordem política e social contra a segurança do Estado”.
O plano para atacar Senna ou um familiar seu veio à tona depois de o brasileiro ter ganhado seu segundo título na F1 em cima de Alain Prost naquele GP do Japão em que houve a vingança pelo ocorrido no ano anterior – Ayrton bateu propositalmente no rival francês na primeira curva da corrida, devolvendo o acidente provocado por Prost em 1989.
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A partir de hoje, fichas, prontuários e dossiês de pessoas investigadas pelo DEOPS estão à disposição na internet pelo Arquivo do Estado de SP.
Colaboraram Fernando Silva, de Sumaré, e Fagner Morais, de São Paulo
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