Diretor-técnico da Marussia ‘tira o chapéu’ para Glock: “Saiu para manter 100 postos de trabalho”

Pat Symonds, diretor-técnico da Marussia, disse que a decisão por optar por pilotos pagantes nesta temporada foi inevitável para garantir a sobrevivência da equipe: “Para a Red Bull, um milhão tem pouco efeito. Para nós, é diferente”, explicou o dirigente britânico

Timo Glock iniciou 2013 com o terceiro ano do seu contrato com a Marussia em vigor. O experiente alemão tinha vínculo com a escuderia anglo-russa até a temporada do ano que vem. Contudo, o piloto preferiu abrir mão do seu salário e, consequentemente, de sua vaga na F1 para salvar a equipe. A revelação veio do diretor-técnico da Marussia, Pat Symonds.

Em entrevista à revista germânica ‘Auto Motor und Sport’, Symonds se mostrou orgulhoso da atitude de Timo e “tirou o chapéu” para o gesto do agora piloto da BMW no DTM, o Campeonato Alemão de Turismo.

Agora no DTM, Timo Glock teve atitude elogiada pelo diretor-técnico da Marussia (Foto: DTM)

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“Ele entendeu a nossa situação e nos disse que sua saída poderia ajudar a manter 100 postos de trabalho, então ele saiu para dar lugar a outro piloto. Ele é um excelente piloto, com sua experiência ele ajudou muito no desenvolvimento do carro”, elogiou o dirigente britânico. A Marussia contratou o brasileiro Luiz Razia para a vaga de Glock. Assim, o baiano de Barreiras formará dupla com outro piloto pagante, Max Chilton, que entrou no lugar de Charles Pic, novo representante da Caterham.

Na visão de Symonds, contar com os serviços de um piloto pagante é questão de sobrevivência para a Marussia, ainda mais em tempo de crise, quando cada milhão acaba sendo fundamental. “Para a Red Bull, um milhão tem pouco efeito. Para nós, é diferente”.

Entretanto, o dirigente não escondeu a admiração por Glock, tanto por sua atitude quanto pela performance na pista. Symonds fez uma comparação entre o desempenho do veterano alemão e de Pic, que fez sua estreia na F1 em 2012 pela Marussia. “Tenho que tirar o chapéu para Timo. Ele foi excelente em condições difíceis. Em pista seca, foi de 0s3 a 0s5 mais rápido que Charles. Entretanto, em condições críticas, como na última corrida, no Brasil, foi 1s5”, acrescentou.

Martin Whitmarsh, chefe de equipe da McLaren, disse que compreende a situação das equipes pequenas e a necessidade de contar com pilotos pagantes. O britânico, que chegou a revelar que intercedeu junto à Marussia para que esta contratasse Heikki Kovalainen, lamentou, no entanto, que os pagantes sejam maioria no grid.

Em entrevista à revista holandesa ‘Formule1’, Whitmarsh não escondeu sua insatisfação com a situação atual da F1. “Para algumas equipes, é difícil sobreviver, isso é evidente. É emocionante para esses garotos que podem se permitir isso, mas, em minha opinião, esse é o ápice do esporte a motor”, disse o comandante do time de Woking.

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