Wurz reprova veto ao Halo e diz que chefes apenas optaram pelos negócios: “Espero que F1 não se arrependa”

Alexander Wurz, presidente da Associação dos Pilotos, não aprovou o veto dado pelo Grupo de Estratégia da F1 quanto à introdução do Halo nos carros para 2017. O austríaco acha que o Mundial perdeu uma grande chance de melhorar a segurança dos carros e espera que a categoria não se arrependa da decisão

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Presidente da Associação dos Pilotos, Alexander Wurz não gostou do veto feito pelo Grupo de Estratégia com relação à introdução do Halo e disse que espera que a "F1 não se arrependa amargamente" da decisão de adiar o uso da peça nos carros a partir da próxima temporada. O austríaco sugeriu ainda que a escolha dos dirigentes, na verdade, priorizou mais os negócios do que a segurança dos competidores. 

 
A entidade que representa os pilotos vem manifestando grande interesse na evolução do Halo e sempre se disse a favor do dispositivo como forma de minimizar os perigos e ampliar a proteção do cockpit. Porém, depois de uma longa reunião nesta quinta-feira (28), os principais chefes do Mundial decidiram atrasar a introdução do equipamento para 2018, alegando que ainda é necessário um tempo maior para o seu desenvolvimento. A escolha deixou Wurz decepcionando.
 
"A minha opinião pessoal é que o resultado do Grupo de Estratégia, se ratificado pelo Conselho Mundial da FIA, representa muito mais do que apenas um voto contra o Halo, ou um atraso na introdução de uma proteção para a cabeça do piloto, a decisão leva a F1 para um território desconhecido de muitas maneiras. Vamos aguardar o raciocínio por trás dessa escolha, mas, por agora, parece quase como se o ‘negócio vem primeiro e depois a segurança’", disse Alexander em declaração ao site americano 'Motorsport.com'.
Alexander Wurz é o presidente da Associação dos Pilotos da F1 (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

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Para o austríaco, era uma decisão já acertada dentro da F1. "O Halo não é esteticamente bonito, mas experimentos científicos realizados por especialistas provaram que ele tem a capacidade de salvar vidas. Nas últimas apresentações dos especialistas de segurança da FIA, entendi que o sistema já foi apresentado pronto para uso. Também entendi que os carros já estavam sendo projetados para o conceito Halo. Além disso, poderia, e seria, naturalmente, uma forma de melhorá-lo continuamente, incluindo as considerações estéticas e tecnologias mais avançadas", completou.

 
Wurz crê que o Halo agora teria sido um bom ponto de partida para outras soluções. "Eu acredito que o Halo teria sido um começo seguro. Levando todos esses fatores em mente, é bastante surpreendente para a F1, cuja medidas de segurança do piloto são incontestáveis, não querer adotar o halo para 2017. Como todos nós, eu realmente espero que essa decisão de hoje não se transforme em um amargo arrependimento", acrescentou o austríaco.
 
Alexander também é contrário à ideia de que a introdução do Halo pode tirar o elemento de risco inerente à F1. O dirigente entende que há outros aspectos que podem ser melhorados para manter os fãs interessados. "O Halo ou qualquer outra solução futura não vai tirar a coragem dos pilotos. Ainda é preciso ter habilidades para bater os melhores pilotos do mundo."
 
"Se tivermos carros mais seguros, não só é bom para a sustentabilidade do esporte, mas também pode significar que o piloto tem a chance de ser mais agressivo e veloz", concluiu o presidente da GPDA.
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