Com Europa em alerta após ataques terroristas, Hockenheim aumenta medidas de segurança às vésperas de GP

Às vésperas da prova, organizadores do GP da Alemanha elevaram a segurança em Hockenheim. Europa está em alerta por conta de recentes ataques terroristas, mas a etapa da F1 não é considerada um alvo

A Europa está em alerta por conta dos recentes atentados terroristas em França e Alemanha, e a preocupação também chegou à F1.
 
Às vésperas do GP da Alemanha, os responsáveis pela prova em Hockenheim elevaram a segurança para a prova deste fim de semana. De acordo com o jornal inglês ‘Telegraph’, a empresa que tradicionalmente fez a segurança da corrida dobrou o número de funcionários e a FOM está trabalhando em parceria com os promotores.
 
“Todos estão um pouco preocupados”, admitiu Bernie Ecclestone. “Não posso ver o que eles estão fazendo, mas eles estão fazendo tudo que podem. Todos estão em alerta, especialmente a Alemanha. A corrida não é um alvo”, continuou.
Organizadores destacaram que GP da Alemanha não é visto como alvo (Foto: Beto Issa)

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Um porta-voz de Hockenheim confirmou que a corrida não é vista com um alvo de terroristas, mas disse a polícia e a segurança local “vão tomar todas as ações necessárias e apropriadas para garantir a segurança de todos que venham à corrida deste fim de semana”.
 

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No último dia 17, em Nice, na França, um terrorista usou um caminhão para matar 84 pessoas. Antes disso, em 22 de março, um atentado suicida no Aeroporto de Bruxelas, na Bélgica, causou a morte de 35 pessoas — incluindo os três suicidas — e deixou 300 feridos.
 
Em 12 de julho, um norte-americano de origem afegã matou 50 pessoas em uma boate LGBT em Orlando, na Flórida. Algumas agências de notícia apontaram que o autor do mais mortal tiroteio em massa da história dos Estados Unidos tinha ligações com o grupo radical Estado Islâmico.
 
Na terça-feira, em Saint-Étienne-du-Rouvray, na Normandia, norte da França, dois terroristas mataram o padre Jacques Hamel, de 86 anos. O Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado.
 
A Alemanha, por sua vez, viveu uma semana sangrenta. No dia 24, um refugiado sírio de 21 anos foi preso após matar uma polonesa com golpes de machado e ferir duas pessoas. A polícia acredita em crime passional, já que o assassino e a vítima se conheciam e trabalhavam juntos em um restaurante.
 
No mesmo dia, outro refugiado sírio se explodiu do lado de fora de um festival de música, ferindo ao menos 12 pessoas.
 
No dia 22, um adolescente alemão de origem iraniana abriu fogo em um shopping de Munique, matando nove pessoas — a maioria imigrantes — antes de se matar. O ataque também deixou 35 feridos, e a polícia da Baviera chegou a suspeitar que David Ali Sonboly se inspirou no ataque do norueguês Andres Breivik, que matou 77 pessoas em 2011, já que os dois crimes tinham a mesma data, mas descartou essa possibilidade.
 
No dia 18, um refugiado afegão de 17 anos foi morto pela polícia após ferir cinco pessoas — duas com gravidade — com um machado e uma faca em um trem em Würzburg, no sul da Alemanha. O Estado Islâmico também reivindicou a autoria do atentado.
 
Ao longo de 2016, também foram registrados atentados em Ancara e Istambul, na Turquia; em Jacarta, na Indonésia; em Ouagadougou, em Burkina Faso; em Chasadda, no Paquistão; e em Cabul, no Afeganistão.
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