Rosberg aprova restrição nas comunicações via rádio e comemora fim dos ‘pilotos bonecos’ na F1
Nico Rosberg entende que, a partir deste ano, o talento e a capacidade dos pilotos têm de aparecer mais em razão da restrição na comunicação com a equipe via rádio. O líder da temporada falou também sobre a relação estreita que tem com o engenheiro que o acompanha desde que estreou na F1, o britânico Tony Ross
Líder da temporada, ‘dono’ de 2016 no Mundial de F1 e invicto, Nico Rosberg só tem motivos para comemorar. Vencedor das quatro primeiras corridas do campeonato, o alemão sobra e soma 100 pontos, abrindo nada menos que 43 de vantagem para seu maior rival, Lewis Hamilton. Além do seu próprio desempenho, o piloto da Mercedes ficou satisfeito com a restrição na comunicação entre pilotos e equipes via rádio. Na visão de Rosberg, a medida fez com que os competidores deixassem de ser vistos pelos fãs como meros bonecos guiados pela equipe.
Rosberg destacou que a mudança fez com que os pilotos intensificassem os trabalhos de preparação para a corrida, com tudo sendo exaustivamente discutido com sua equipe de engenheiros, por exemplo.
“Gosto deste rumo porque agora nós seguimos nosso próprio caminho. O mais importante agora é a preparação antes da corrida, onde trabalhamos mais intensamente em conjunto em meio a todas essas coisas diferentes que meu engenheiro não pode me dizer na corrida”, relatou o líder da temporada.

Rosberg vê a restrição nas comunicações entre pilotos e equipes tornou a preparação antes das corridas mais importante (Foto: Getty Images)
“Há mais foco nisso. É mais intenso e complexo”, analisou Nico.
A restrição faz com que, na visão de Rosberg, os pilotos exerçam a Inteligência e a capacidade de improviso. “Na corrida isso é bom. Nós estamos lá fora, fazendo nós mesmos o nosso trabalho e é um grande desafio, que eu gosto.”
“Para todo mundo em casa que dizia que nós parecíamos bonecos sendo guiados pelos nossos engenheiros via rádio, isso acabou agora, por isso é um bom caminho”, elogiou o alemão da Mercedes.
Ao falar sobre o trabalho com sua equipe de engenheiros, Rosberg destacou um em especial: o britânico Tony Ross, que o acompanha desde que fez sua estreia na F1 como piloto da Williams, há 11 temporadas. Nico entende que a presença de Ross é fundamental e a sintonia é perfeita, o que ajuda de forma determinante no seu sucesso nas pistas.
“Todo mundo tem um papel importante, mas a minha relação pessoal para ter o carro certo é importante, e Tony pensa como eu, o que é relevante. Pensamos as mesmas diretrizes, falamos a mesma língua, e isso é útil. É uma relação estreita”, elogiou. “Há muitas coisas que o engenheiro precisa trabalhar comigo, muitas coisas distintas, procedimentos e tudo mais”, descreveu o líder da temporada.
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