Atual fornecedora da Red Bull, a Renault acredita que a opção da fábrica dos energéticos de se manter como uma equipe independente ao invés de fabricar seu próprio propulsor a torna “frágil e exposta”.
Ano passado, a equipe chefiada por Christian Horner viveu uma verdadeira epopeia em busca de um fornecedor de motores, uma vez que pretendia abandonar a Renault por conta de sua insatisfação com a performance do V6 turbo francês. Os rubro-taurinos, entretanto, não conseguiram acordos com Mercedes, Ferrari e nem mesmo com a Honda.
Cyril Abiteboul avaliou que condição de equipe independente deixa Red Bull frágil (Foto: Getty Images)
Por conta das dificuldades, a fábrica dos energéticos chegou a considerar a possibilidade de construir seu próprio motor, mas Helmut Marko, consultor do time, reconheceu que o projeto foi abandonado por conta de sua alta complexidade.
Diretor da Renault, Cyril Abiteboul disse em entrevista à publicação britânica ‘Autosport’ que a situação dos motores causou muita frustração para a Red Bull e fez a fábrica perceber o quão frágil é sua situação dependendo de um fornecedor.
“Isso causou muita frustração”, disse Abiteboul. “Acho que a Red Bull percebeu o quão frágil e expostos eles estão em relação à performance — ou falta de performance — com um fornecedor de motores”, continuou.
“Isso é uma coisa que não é da competência deles, porque eles optaram por ser uma equipe independente, sem construir seu próprio motor, o que é uma responsabilidade”, considerou. “Eles poderiam gastar um pouco do dinheiro que recebem da FOM no desenvolvimento de um motor, mas eles decidiram gastar com chassi e desenvolvimento de pilotos. É por isso que eles são tão fortes nessas duas áreas, mas eles estão expostos. Esse tem sido o ponto fraco da estratégia deles”, opinou.
Abiteboul disse que é possível entender a posição da Red Bull, mas avaliou que a equipe de Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat ficaria feliz tendo um motor vitorioso qualquer que fosse o fabricante.
“O que a Red Bull quer, como todo mundo, é um motor competitivo”, comentou. “Então se ele tiver a confiança de que terão um motor competitivo na mesa — de um fabricante ou de uma fonte independente —, tenho certeza de que ele ficará feliz”, comentou.
“Mas eu tenho certeza de que se uma fábrica, até mesmo uma fábrica francesa — e nós tivemos anos de muito sucesso juntos — é capaz de fornecer um motor competitivo, é uma coisa que poderia ser aceitável para eles no futuro”, considerou. “O que eles querem é ser competitivos. A única meta deles é a competitividade, não amanhã ou depois de amanhã, mas agora. Então o que quer que seja que dê a eles essa possibilidade, seria bem-vindo, incluindo um motor da FIA (Federação Internacional de Automobilismo)”, concluiu.
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