Acuado e criticado, Hamilton contra-ataca e afirma que promove F1 “mais do que qualquer outro piloto na história”

Lewis Hamilton não vai parar de ser Lewis Hamilton. Suas idas e vindas ao mundo das celebridades e seus eventos não fazem dele apenas um aspirante a estrela do show business, mas, para ele mesmo, o tornam o piloto que mais promoveu a F1 em toda a história. Mais que todos os outros do atual grid combinados

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O ano começou diferente do que Lewis Hamilton se acostumou recentemente. Com Nico Rosberg dominando a F1, as críticas e dúvidas começaram a chover no jardim do tricampeão mundial. E, acuado, Hamilton é um sujeito que não se furta com contra-atacar. Para Lewis, inclusive, ele pode fazer as coisas que faz da sua vida porque assim consegue ser o piloto que mais promove a F1. Na história.

 
Foi isso que o atual bicampeão pela Mercedes afirmou em entrevista à rede de TV americana CNN. Depois de ser criticado de forma pesada por não achar que pilotos devem ter muito a dizer com relação à ideias para a categoria, Lewis falou que comparecer a eventos e ser rosto corriqueiro em atividades que nada tem a ver com o esporte, faz com que ele leve a F1 a outros terrenos. Isso faz dele o melhor promotor de todos os tempos – melhor que todos os outros do atual grid combinados.
 
"Eu, na real, provavelmente promovo mais a F1 do que qualquer outro piloto na história jamais conseguiu. Estou em mais eventos falando sobre F1 que qualquer outro piloto da história, provavelmente mais que todos os outros somados e ainda mais", afirmou. 
Lewis Hamilton (Foto: Getty Images)
"Não sinto que tenho mais responsabilidade que isso. Tenho fãs incríveis e dou quanto tempo eu posso para motivar e energizar os que me seguem. Então não sei mais o que tenho de dar", disse.
 
Sobre as relações tensas que a Associação dos Pilotos, as equipes, a FIA e o promotor da F1, Hamilton disse que não se vê – ou a GPDA – tendo uma participação tão maior assim nas decisões do Mundial. Para ele, se trata de uma questão de dinheiro: quem tem mais, lucra mais e decide mais. 
 
"No fim das contas, o esporte, o negócio, é dinheiro e poder. Nós, os pilotos, vamos dizer coisas, mas são aquelas pessoas sentadas em suas cadeiras com uma caneta, pagando cheques, fazendo dinheiro que vão decidir. Não estou dizendo que é errado, é só um negócio corporativo – dinheiro é poder, dinheiro é o que manda. Quem detém o esporte toma as decisões", seguiu.
 
Por fim, o tricampeão fez questão de garantir que segue o mesmo e com a mentalidade de alcançar Rosberg e ficar com o troféu de campeão mundial no final do ano. 
Lewis Hamilton assiste jogo do Toronto Raptors da NBA no Rodgers Center, no Canadá (Foto: Reprodução/Twitter)
"Contanto que eu saiba que dei tudo o que tinha física e mentalmente, nunca vou estar decepcionado. Por sorte, mostrei que espírito de luta é algo que tenho desde criança. Faltam 18 corridas. Ainda tenho um grande carro. Ainda tenho um grande time. É importante que nenhum de nós mude nada", encerrou.
 
No último final de semana na China, quase todos os pilotos do grid – todas as equipes estavam representadas por ao menos um de seus pilotos reservas – jantaram juntos para mostrar que estão unidos e querem ter voz na F1.
 
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