Chefe da Sauber prevê mais dificuldades financeiras e diz que “há algo fundamentalmente errado com a F1”

Chefe da Sauber, Monisha Kaltenborn voltou a questionar a forma como a F1 é administrada, especialmente do ponto de vista comercial, e afirmou que há algo fundamentalmente errado com a maior das categorias do automobilismo no mundo

Embora insista que o episódio dos pagamentos atrasados dos funcionários tenha sido apenas um caso isolado, Monisha Kaltenborn afirmou que o fato de as equipes estarem lutando tanto do ponto de vista financeiro decorre da forma como a F1 funciona e é administrada. A chefe da Sauber acha ainda que as dificuldades só tendem a aumentar diante das decisões comerciais da maior das categorias.
 
"Nós não falamos sobre as nossas finanças e vou continuar agindo assim, mas quanto ao pagamento dos salários, foi só um atraso, o que é lamentável da nossa parte", disse a dirigente. "Foi apenas um conjunto infeliz de circunstâncias. Mas isso não deve acontecer mais", justificou.
Monisha Kaltenborn, a chefe da Sauber, equipe de Felipe Nasr (Foto: AP)
"Não sei quanto aos demais, mas todos nós sabemos que os primeiros três ou quatro meses do ano são os mais onerosos, em que você realmente precisa ter um carro pronto para ir à pista. E esse é o sistema que todos nós optamos há alguns anos, porque o dinheiro da FOM cai tarde demais. Era algo que queríamos. O que aconteceu com a gente foi muito particular, porque surgiram outras coisas também, e isso nos pegou de surpresa", explicou.
 
Kaltenborn ainda afirmou que uma eventual parceira técnica também não é um caminho dos mais seguros na F1 atual. "Realmente não dá nenhum grande conforto, especialmente quando você as demais equipes que tem parcerias sofrendo também", disse a chefe da Sauber. "Infelizmente, essa é a situação do esporte."
 
"Isso não tem nada a ver com o produto, são questões comerciais. Alguns problemas são resultados dos regulamentos técnicos de momento, mas é chegada a hora de tentar mudar. Muitas equipes estão enfrentando problemas, e isso não está certo. Algo está fundamentalmente errado com o esporte", encerrou Kaltenborn.
 
No ano passado, como forma de assegurar fôlego financeiro, a Sauber, a Force India e a Manor pediram à FOM, a detentora dos direitos comercias da F1, um adiantamento das premiações. 
 
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