Tecnologia da F-E pode ajudar F1 a ter de volta motores turbo de 1000 cv, avalia engenheiro

Roberto Dalla, engenheiro da italiana Magneti Marelli, empresa que pretende construir motores elétricos para pelo menos duas equipes da F-E na terceira temporada de sua história, entende que a tecnologia da revolucionária categoria pode ajudar a F1 a ter motores de energia híbrida mais potentes no futuro

A revolucionária F-E, aos poucos, está mudando o paradigma do automobilismo mundial. Não apenas em termos de consumo de energia, uma vez que os motores da categoria são movidos a energia elétrica, mas principalmente por toda a tecnologia embarcada. Na visão do engenheiro italiano Roberto Dalla, da Magneti Marelli, empresa que pretende construir motores elétricos para pelo menos duas equipes da F-E a partir da terceira temporada (2016/2017), a F1 tem muito a aprender com a nova categoria que, na visão de Dalla, pode ajudar a classe a voltar a ter motores de 1000 cv no futuro.
 
A Magneti Marelli tem um envolvimento de longa data no automobilismo, sobretudo na F1, com a fabricação e desenvolvimento de várias peças para inúmeros segmentos dos veículos. Recentemente, a fábrica italiana começou a desenvolver uma câmera de alta resolução frontal para ajudar a investigar acidentes na F1.
Engenheiro entende que a tecnologia da F-E pode ajudar a F1 a ter motores mais potentes no futuro (Foto: FIA F-E)
Mas o envolvimento da Magneti Marelli vai mais além. Na esteira da nova tendência de, pouco a pouco, o consumo de combustíveis fósseis da espaço a energias alternativas, a fábrica pretende aumentar seus esforços em motores elétricos, como os que pretende entrar de vez no mundo da F-E a partir da próxima temporada.
 
Em entrevista à revista britânica ‘Autosport’, Dalla disse que a F1 pode aproveitar a evolução tecnológica da F-E, tanto para elevar a potência dos motores como também para substituir a estrutura hidráulica pela elétrica.
 
“O desafio que nós estamos assumindo com a F-E é de desenvolver uma solução de alta tecnologia em corrida com base em um motor elétrico de 300kw. No futuro, a F1 pode ter de precisar de um motor maior, um sistema de reaproveitamento de energia mais forte, não apenas 120kw, como hoje, mas eventualmente 300kw se você quiser ter motores de 1000 cv”, comentou o engenheiro.
 
“Considerando que nós mantivemos nossa abordagem na F-E para desenvolver o melhor que nós poderíamos ter feito do ponto de vista técnico face a um ambiente sustentável, as duas áreas não estão tão distantes assim. Acreditamos que, no futuro, este tipo de solução será usada na F-E e vai ajudar na direção futura da F1”, disse Dalla.
 
Na visão de Roberto, a F1 pode viver, num futuro não muito distante, uma transição em termos de engenharia e estrutura dos seus carros, seguindo a tendência vista nos dias de hoje na F-E.
 
“A F-E, mais do que a F1, vai nos dar a possibilidade de redefinir a arquitetura elétrica do carro: a voltagem, os padrões… tenho certeza de que a F1 vai usar este tipo de experiência, e estou muito certo de que cedo ou tarde a hidráulica vai sumir da F1. Então nós estamos aprendendo que a F-E pode ser usada não somente a partir do motor, mas também no geral, partindo da arquitetura elétrica do carro”, concluiu.
 
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