Insatisfeita com versão atualizada do motor Renault, Red Bull disputa GP de Abu Dhabi com especificação antiga

No GP do Brasil, Daniel Ricciardo chegou a dizer que a versão atualizada da unidade de potência produzida pela Renault era mais lenta que a anterior, que não contava com o uso de sete das 12 fichas de desenvolvimento disponíveis. Na etapa derradeira da temporada, tanto Ricciardo como Daniil Kvyat vão usar a especificação antiga do motor

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A insatisfação da Red Bull com o desempenho do motor Renault, tema que figurou no noticiário durante praticamente toda a temporada, também vai marcar o fim da jornada e do casamento entre equipe e montadora no GP de Abu Dhabi, etapa que vai encerrar a temporada 2015 no próximo domingo (29). Segundo informa a revista britânica ‘Autosport’, a Red Bull vai à pista na Marina de Yas com Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat sendo impulsionados pela versão antiga do motor, diferente do que foi usado pelo piloto australiano em Interlagos, há duas semanas.
 
No GP do Brasil, Ricciardo usou a última versão da unidade de potência disponibilizada pela Renault, que gastou sete das 12 fichas de desenvolvimento para melhorar a performance do propulsor. Entretanto, o australiano reclamou que o motor foi mais lento que a versão antiga. Fato é que Daniel terminou a prova em Interlagos apenas em 11º, enquanto seu companheiro de equipe, Kvyat, fechou em sétimo.
A Red Bull vai correr em Abu Dhabi com a especificação de motor diferente da usada por Ricciardo no Brasil (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Após ser consultada pela publicação britânica, a Red Bull confirmou que Ricciardo vai disputar o GP de Abu Dhabi com a especificação usada no GP do México. A equipe taurina entende que a configuração do motor e do carro em si se adequam melhor ao circuito de Abu Dhabi. Kvyat mantém o uso do motor com o qual correu no Brasil também neste fim de semana. Assim, caso não enfrente problemas com os propulsores, a Red Bull vai escapar de punição com perda de posições no grid.
 
Embora tenha pedido autorização à FIA para usar 11 das 12 fichas de desenvolvimento disponíveis, a Renault usou apenas sete delas, que foram gastas para desenvolver o ICE, motor de combustão interna. Os quatro tokens restantes tinham como foco principal o desenvolvimento do turbocompressor, mas a atualização acabou não sendo implementada para Interlagos. E uma vez que o novo sistema foi desenvolvido para a versão atualizada do motor, o novo turbo compressor da Renault não será levado à pista em Marina de Yas.
 
Assim, o foco da Renault passa a estar todo em 2016, quando a marca deverá voltar à F1 como equipe de fábrica tão logo oficialize a compra da Lotus, algo considerado iminente pela cúpula do time de Enstone. Rémi Taffin, diretor de operações da Renault, disse que “dói terminar o ano sem vitórias”. Caso se confirme a lógica e a Red Bull ou a Toro Rosso não vença em Abu Dhabi, será a primeira vez desde 2007 que a Renault não vê a marca diamante no topo do pódio na F1.

 

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Sobre o motor alternativo na F1 em 2017: não vai rolarhttp://grandepremio.uol.com.br/f1/noticias/com-veto-das-montadoras-grupo-de-estrategia-rejeita-proposta-de-motor-alternativo-para-f1-em-2017-diz-revista

Posted by Grande Prêmio on Quarta, 25 de novembro de 2015

PADDOCK GP EDIÇÃO #8: ASSISTA JÁ

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