Chefe da Mercedes critica ideias da FIA para cortar custos de motores na F1: “Como se estivéssemos completamente parados”

O diretor-executivo da Mercedes, Toto Wolff, fez, ainda que de forma polida, críticas fortes às medidas que FIA e FOM têm em vista para diminuir radicalmente os custos das unidades de força na F1

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, não é fã das propostas para diminuir o orçamento dos custos das unidades de força na F1. Não que seja exatamente uma surpresa, mas Wolff fez críticas mais contundentes falando de Interlagos, onde comanda a equipe no GP do Brasil deste domingo (15).
 
Um projeto de introduzir um teto orçamentário para os motores foi vetado pela Ferrari há alguns meses. Agora, como nova solução pensada também pela FIA e promovida por conta das dificuldades da Red Bull em achar uma fornecedora, a ideia é abrir espaço para uma montadora independente com motores mais baratos a partir de 2017. No entanto, para fazer motores mais baratos e competitivos, será necessário mudar as regulamentações.
Toto Wolff não se faz de rogado em criticar (Foto: Getty Images)
"Pessoalmente, eu acho que muitos de nós compartilham essa opinião que o motor de 'equilíbrio de performance' não funciona na F1. Nem sequer funciona em outra categoria", disse Toto. 
 
"É como se estivéssemos completamente parados, de olhos fechados com o que acontece em outras categorias e os problemas em torno disso, esperando que alguém tire um coelho no bolso e diga 'por que não fazemos isso?'. Mas não estou surpreso em ouvir – vamos chamar de 'interessantes' – novos conceitos vindos da chefia. Isso acontece regularmente", alfinetou.
 
Embora critique, Wolff diz que entende a questão de orçamento, mas não mostra, na verdade, muita simpatia.
 
"Eu acho que há algumas causas legítimas, o preço é uma questão legítima. O preço é bom, baixo o bastante para os times pequenos? E a questão pode ser aumentado. O motor é o conceito certo para a F1. Pode ser discutido", falou. 
 
"Mas parece que estamos andando em círculos, que em alguns estágios queremos ser relevantes e o pináculo da tecnologia, atrair construtores… Só que uma vez que se tem os construtores que você tem agora, quatro construtores, todos compartilhando a mesma opinião, e então você acredita 'na verdade, não queremos construtores no esporte. Preferimos fazer como a GP2'", encerrou.
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