Alonso estreia motor atualizado da Honda em Sochi e abre fim de semana com nova punição no grid, diz revista

A Honda gastou suas quatro últimas fichas de desenvolvimento para melhorar alguns pontos fracos da sua unidade de força, como evoluções internas no motor de combustão. Ficará a cargo de Fernando Alonso testar a nova evolução do propulsor durante o fim de semana do GP da Rússia

Muito insatisfeito com a performance da unidade de força da Honda no último GP do Japão, a ponto de chama-la de “motor de GP2”, Fernando Alonso ganhou da fábrica japonesa a chance de usar uma nova especificação do propulsor durante o fim de semana do GP da Rússia. A montadora trabalhou nos últimos dias em uma versão atualizada depois de gastar suas últimas quatro fichas de desenvolvimento para evoluir, sobretudo, o motor de combustão interna (ICE), o décimo a ser usado em 2015.

Apenas o espanhol vai usar a nova evolução do motor da Honda, assegura a revista alemã ‘Auto Motor und Sport’. Por sua vez, Jenson Button, de contrato renovado com a McLaren até o fim de 2016, terá à disposição a mesma versão utilizada há duas semanas em Suzuka. 

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Entretanto, a Honda também trabalhou na evolução de outros componentes do motor. Como, por exemplo, um novo turbo (o sétimo da temporada), um novo ERS — MGU-H —, o nono do ano, um novo sistema de armazenamento de energia e também novos controles eletrônicos.

Desta forma, Alonso deve perder 25 posições no grid de largada em Sochi. O que, na prática, levará o bicampeão a largar na última colocação no próximo domingo.

O programa da Honda consiste em testes com a unidade de potência atualizada no primeiro treino livre do GP da Rússia antes de voltar a equipar sua McLaren #14 com o motor usado durante o GP do Japão. A equipe britânica planeja, caso tudo corra como o planejado, entregar a nova especificação do motor para Button provavelmente no GP dos Estados Unidos, a ser disputado no fim do mês em Austin.

No fim de semana do seu 250º GP na F1, Alonso terá da Honda uma nova especificação do seu motor (Foto: AP)

No fim das contas, tudo faz parte de algo descrito por Ron Dennis, ainda em entrevista coletiva no Japão, como uma “dor aguda” que a McLaren e a Honda estão a enfrentar nesta temporada. “Temos tentado avançar de forma rápida, e isso tem afetado a confiabilidade e tem tornado tudo mais desafiador. Mas esta dor aguda que temos infligido a nós mesmos é o caminho mais rápido voltarmos ao lugar em que nós precisamos estar”, disse.

A publicação alemã reporta também que a Mercedes levou para o fim de semana em Sochi um novo motor para suas clientes Williams, Force India e Lotus. Contudo, não se trata da versão que assombrou a F1 ao ter sido usada por Lewis Hamilton durante o fim de semana do GP da Itália, em Monza.

Michael Schmidt, jornalista da ‘Auto Motor und Sport’, explica que “o problema é que a Petronas não conseguiu fabricar o combustível especial suficiente para este tipo de motor em tempo hábil”.

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Posted by Grande Prêmio on Quinta, 8 de outubro de 2015

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